Nem Te Conto

Lembra dela? Leka do 'BBB 1' fala da luta contra a bulimia

Ex-sister hoje é mãe e empresária

Patrícia Kogut, da Agência O Globo
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Dezessete anos depois de participar da primeira edição do "Big Brother Brasil", Leka Begliomini diz que o programa tem reflexos na sua vida até hoje: - A primeira edição foi algo diferente de tudo, pois ninguém sabia o que aconteceria. Quando saímos da casa, nossas vidas viraram de cabeça para baixo. Hoje, a repercussão se dá mais nas redes sociais. Naquela época, era cara a cara. Uma vez, por exemplo, fui à praia e tive que sair escoltada pelos bombeiros. Até hoje, de vez em quando, sou parada por pessoas que vêm falar que me adoram e sabem tudo sobre mim.


Segundo ela, a participação no reality causou também impactos negativos. - Houve ocasiões em que consegui aproveitar que fiquei em evidência no programa para me beneficiar profissionalmente. Mas existiu também um longo período de muito preconceito e desconfiança em relação a ex-'BBB's, e não foi fácil. Esse período, graças a Deus, passou - analisa Leka, que é empresária do ramo de produção cultural em São Paulo.

Ela conta que ainda mantém contato com dois colegas de confinamento: - O 'Big Brother', como na vida em geral, é composto por pessoas muito legais e outras esquisitíssimas. Dentre os que estiveram na primeira edição, falo com Serginho, que mora bem perto da minha casa, e com André, que amo do fundo do meu coração e gostaria de poder ver mais.

Durante a passagem de Leka pela casa, o público soube que ela sofria com um transtorno alimentar, a bulimia. A empresária afirma que atualmente está muito bem de saúde, mas se policia constantemente para evitar o problema outra vez: - Consegui trocar a minha compulsão por comida pela prática de exercícios físicos e focar mais na saúde do que na estética. Mas não posso dizer que estou curada. Ainda é uma luta diária, principalmente com os meus próprios pensamentos.

Casada há dez anos e mãe de duas crianças - Giovanna, de 12 anos, e Gabriel, de 8 -, Leka ressalta que costuma conversar muito sobre o assunto com eles: - As crianças hoje entendem tudo o que acontece e não há como mentir. A minha filha percebe o quanto essa questão da aparência me afeta, então, eu busco sempre dialogar muito com ela. É um tema complicado, pois existe uma linha tênue entre a menina querer estar bonita, de forma saudável, e enfrentar um transtorno alimentar.