Nem Te Conto

Marcos Palmeira fala sobre novo trabalho na TV com a ex Amora Mautner

Ator vai fazer parte do elenco de 'Dias Felizes', próxima trama das 21h

Patrícia Kogut, da Agência O Globo
Daqui a três meses, Marcos Palmeira poderá ser visto na televisão em dois papéis diferentes. Ele acaba de voltar ao ar na reprise de "Porto dos milagres", no Viva, e já está gravando, no Rio Grande do Sul, "Dias felizes", próxima novela das 21h da Globo, prevista para maio. Na trama de Walcyr Carrasco, ele será Amadeu e se apaixonará por Maria da Paz (Juliana Paes).
- É uma história de amor envolvendo pessoas de duas famílias que têm conflitos, a Matheus e a Ramires. Eles são justiceiros e disputam o mesmo espaço - adianta Palmeira. No dia do casamento deles, haverá uma troca de tiros. Depois da confusão, um acreditará que o outro morreu: - Eles tentam reconstruir suas vidas, mas com um buraco muito grande. 
Foto: Divulgação
Maria da Paz, então, se envolverá com o personagem de Reynaldo Gianecchini. - Vou ter que correr atrás porque disputar alguém com o Gianecchini, que é um galã, não é mole, não - brinca o ator. 
A novela marcará o reencontro do ator com Juliana, com quem já fez par romântico em "As brasileiras" (2012), e também com a diretora artística Amora Mautner, sua ex-mulher. Os dois ficaram juntos durante cinco anos e são pais de Julia, de 11: - Sempre tive uma admiração profissional muito grande por ela. Somos amigos. A Julia está feliz porque vou trabalhar junto com a mãe.
O ator, que esteve no ar em "Vale tudo", no Viva, gosta de acompanhar as produções antigas e diz que assistirá a "Porto dos Milagres" sempre que possível: - Fico impressionado com a evolução do trabalho. O tempo favorece muito. Eu sempre acho que poderia melhorar algo. Não vou dizer o que teria feito diferente em 'Porto dos Milagres' porque estaria influenciando o espectador.
Na trama de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, ele interpretava Guma, um pescador: - Foi um personagem que marcou. Adorei fazer esse trabalho e tenho belíssimas lembranças. Vivia um triângulo amoroso com a Flávia Alessandra e a Camila Pitanga. Me lembro das crises de riso que tinha ao conversar com as duas. 
Quando a trama foi ao ar pela primeira vez, em 2001, houve críticas de grupos religiosos por causa do destaque dado ao candomblé: - Eu acho que precisamos ter total liberdade religiosa. A novela não levanta uma bandeira e defende uma religião. O personagem apenas tem uma força espiritual que é retratada através do candomblé. Mas acredito que nenhuma religião se sobrepõe a outra. Espero que, neste momento, a novela traga uma leveza para a discussão. Estamos vivendo uma patrulha ideológica quase que mais forte do que na época da Ditadura.