Nem Te Conto

'Nunca escondi nada de ninguém', diz Leonardo Vieira sobre homossexualidade

O ator fez um ensaio para a revista Quem e falou sobre a lenta aceitação da família e desejo de adotar uma criança

Redação Correio 24h
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Depois de se tornar assunto no país ao ser flagrado beijando um outro homem, em dezembro de 2016, o ator Leonardo Vieira abriu o coração para a revista Quem. "Nunca escondi nada de ninguém, sempre levei a vida livremente; saí com um amigo – no dia do meu aniversário, em 28 de dezembro de 2016 – e depois publicaram essa foto. Então, pensei que estava na hora de dar um basta nisso. Tinha de falar a minha verdade. Tirei um peso das minhas costas!"

(Foto: reprodução/Instagram)
Em entrevista à publicação, ele falou sobre a homossexualidade e a lenta aceitação da família. Os pais do ator (Zezé, de 75 anos, e Américo, de 80) descobriram que Leonardo era gay quando ele tinha 15 anos. "Foi um grande drama, uma tragédia lá em casa. Minha família é extremamente conservadora, católica, eu estudei em colégio de padre, e era bom aluno, bom filho... Acabei virando a ovelha negra. Mas essa batalha já está vencida. Foi um longo processo, mas eles perceberam que eu poderia ser feliz, independentemente da minha orientação sexual", disse ele.

Carioca, criado no Leblon, Leonardo Vieira diz sentir preconceito na carreira de ator. "A mídia me colocou nas alturas e em um lugar que não pedi para estar: o de galã. Depois, ficou falando que eu era gay! Comecei a perceber que os convites de trabalho, as entrevistas e os comerciais diminuíram. Tenho certeza de que perdi papéis por isso. Estou fora do padrão estético? Não. Sou mau ator? Posso não ser o melhor, mas não sou ruim. Qual seria o motivo? Esse universo em que eu vivo, uma fábrica de egos, parece não aceitar um galã que é gay na vida privada", conta, aos 48 anos.

Em um relacionamento de cinco anos, Leonardo Vieira pensa em adotar uma criança. "Sou extremamente paternal. Tenho vontade de poder contribuir com um ser humano bacana, que vai ajudar a construir um mundo melhor. Mas é mais fácil um pai solteiro adotar do que um casal gay".