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Padre Fábio de Melo fala de síndrome do pânico: 'me escondia debaixo da cama'

Ele está fazendo uso de remédios e acompanhamento médico

Redação Correio 24h
Há dez dias o Padre Fábio de Melo revelou, nas redes sociais, que está enfrentando a Síndrome do Pânico pela segunda vez. O sacerdote da Igreja Católica contou que, diferente da primeira vez, não superou a doença tão rápido e está fazendo tratamento para cumprir a agenda de compromissos. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ele contou que chegou a ficar trancado em casa por uma semana e se esconder debaixo da cama durante as crises.
"Eu tinha sensação de morte, sensação de que alguma coisa de muito ruim estava acontecendo comigo. Eu tinha medo de tudo. Tinha medo das pessoas", explicou.
(Reprodução: TV Globo)
O padre lembrou que tinha ido para Fortaleza no final de julho e, durante o pouso, teve um sintoma semelhante ao que já tinha passado. "Ali eu já não senti vontade de sair do avião", disse. Na ocasião, ele tomou um medicamento e foi para o hotel. Ao retornar para sua casa todos os sintomas voltaram. "Eu desabei. As vezes eu me pegava me escondendo debaixo da cama. Tamanho o pavor que eu sentia", compeltou.
Muito emocionado, ele contou ainda que nos dias dos ataques de pânico só queria falar com a mãe e que a doença abalou muito sua fé. "Foram dias em que eu descidi tanta coisa dentro de mim. Eu pensei: eu não quero mais ser padre. Eu não tenho mais coragem de enfrentar as pessoas. Não tenho mais condições de ser quem eu sou".

Tratamento

Fábio de Melo também comentou sobre o tratamento. Atualmente ele está fazendo uso de medicamentos e o próximo passo será terapia. "Eu tenho que pensar o tempo todo que vou dar conta. Que isso não é um bicho de sete cabeças. Ajudado pela química que já está no meu organismo. Eu tinha um pouco esse preconceito", comentou sobre os rémedios.
Quando questionado se temia novas crises, ele confirmou. "Eu tenho medo do medo. A gente acaba virando escravo do medo. Tenho muita humildade em dizer que não estou inteiro. Estou trabalhando, mas eu não posso parar. Porque eu tenho consciência que parar hoje significa dar razão à síndrome do pânico e permitir que ela tome conta de mim", acrescentou.

"Hoje eu estou mais confiante. Retomei essa fé que me move. Se eu já tinha um respeito sobre o sofrimento humano e pelo mistério que é o ser humano. Hoje eu tenho muito mais", concluiu.