Nem Te Conto

Repórter do 'Vídeo Show' fala sobre racismo: "me chamavam de macaca"

Aline Prado, de 33 anos, contou que o problema já é presente na sua vida desde a infância

Redação iBahia (variedades@portalibahia.com.br)

Após a polêmica com a atriz Taís Araújo na internet, que sofreu ofensas racistas em sua página no Facebook, a repórter do programa 'Vídeo Show', Aline Prado contou que também já foi vítima de preconceito. Em entrevista à coluna Retratos da vida, do jornal 'Extra', a jornalista, de 33 anos, contou que o problema já é presente na sua vida desde a infância.

Fotos: Reprodução

“Estudei durante um tempo em colégio particular e era a única negra na sala de aula. As meninas me chamavam de macaca e me excluíam das brincadeiras. Quando completei a maioridade, tentei emprego como vendedora de shopping. Fui acompanhada de uma colega loira. Ela foi chamada para sete lojas e eu, que tinha o currículo mais qualificado que o dela, para nenhuma... Tinha vergonha de ser negra. Era uma época diferente, em que não se discutia o racismo da mesma maneira que hoje. Aprendi a lidar com o preconceito. Me orgulho de ser quem sou. Se sinto qualquer atitude preconceituosa, me imponho. Se percebo com outros, faço o mesmo”, disse.