Nem Te Conto

Samara Felippo desabafa após críticas por postagens nas redes sociais

'Não vou parar', afirmou atriz, que homenageou a jogadora Marta no dia do jogo do Brasil contra a Sérvia

Patrícia Kogut, da Agência O Globo
- Atualizada em

Depois de receber críticas por publicar um elogio à jogadora de futebol Marta no dia do jogo do Brasil contra a Sérvia, Samara Felippo voltou a homenagear a atleta no Instagram nesta quinta-feira, 28. A atriz fez novamente uma publicação ressaltando que ela é a maior artilheira da História da Seleção Brasileira. "Hoje eu posso porque não tem jogo. Ai, ainda bem!", ironizou Samara, que foi atacada por pessoas que discordavam do destaque dado a uma mulher durante a competição masculina.


- Isso é reflexo do machismo. O que eu fiz incomodou. Já estou acostumada. Não vou parar. As pessoas escondidas atrás de uma tela não vão me fazer parar. Algumas perguntaram: 'Por que não falou disso outro dia?'. Agora preciso de hora certa para falar? Há muito controle da vida alheia. Mas tudo bem. Acho bom esse alvoroço para provocar questionamentos - diz ela.

Mãe de Alícia, de 9 anos, e de Lara, de 5, do casamento com o jogador de basquete Leandrinho, Samara conta que passou a se posicionar mais nas redes sociais por causa delas: - Comecei a falar dos cabelos crespos e de racismo. Além disso, a Carolinie Figueiredo (atriz) é uma amiga que me inspira a olhar para o universo feminino e para os padrões de beleza. Passei anos escravizada pela imagem. Isso é muito cruel. Ouvi histórias de meninas que fizeram lipoaspiração depois de me verem com a barriga chapada na capa da revista 'Capricho'. E meu namorado (o ator Elidio Sanna) também é feminista, estamos sempre trocando uma bola sobre isso. Meu círculo social foi se afunilando e fiquei próxima das pessoas que estão ligadas ao que realmente interessa.

Samara, inclusive, ensaia uma peça com Carolinie, "Mulheres que correm com os filhos". Segundo ela, será uma comédia dramática sobre maternidade: - Nós duas escrevemos o texto. Estou produzindo e também vou atuar. A direção é de Rita Elmôr. A peça terá um tom confessional. Vamos desromantizar a maternidade e debochar da culpa que colocam sobre as mulheres, entre outros temas. A ideia é transitar entre Samara, Carolinie e as personagens. Será uma brincadeira. O público vai ficar na dúvida se determinada história aconteceu na minha vida, na dela ou na de uma amiga, por exemplo.