Nem Te Conto

Thaila Ayala revela que fugiu de casa aos 15 anos: 'para nunca mais voltar'

Atriz se mudou para São Paulo em busca de maiores oportunidades

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Thaila Ayala fugiu de casa para realizar um sonho: aos 15 anos, ela abandonou Presidente Prudente (SP) e foi morar em São Paulo, em busca de maiores oportunidades. Por meio de um texto publicado no Instagram nesta quarta-feira (4), a atriz relembrou a experiência e relatou que nunca foi muito fã de despedidas.

"Sempre tive um sério problema pra despedidas, que nunca soube dizer tchau, não contava para as pessoas que dia ia, nem pra onde, simplesmente ia, o “até logo” sem saber quando seria esse “logo” sempre me angustiou a ponto de criar outras realidades na minha cabeça", começou a artista

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Em seguida, Thaila refletiu sobre os maiores aprendizados ao longo da trajetória. "Levei MUITOOO tempo, aliás tempo demais da conta numa vida tão curta pra entender que sozinha é ruim demais, que não vale a pena viver essa vida sem a dor da despedida, sem os laços que nos mantém vivos", escreveu.

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TEXTÃO ❣️ Sempre tive um sério problema pra despedidas, que nunca soube dizer tchau, não contava para as pessoas que dia ia, nem pra onde, simplesmente ia, o “até logo” sem saber quando seria esse “logo” sempre me angustiou a ponto de criar outras realidades na minha cabeça. Aprendi a bloquear meus sentimentos desde muito pequena, preferia não sentir pra não sofrer depois, preferia não criar laços pra que não houvessem despedidas por onde eu passei. Talvez seja por não ter tido a chance de me despedir quando com 15 anos fugi de casa no interior de Sp pra tentar a vida na cidade grande. Entrar num ônibus sozinha pra nunca mais voltar, deixando pra trás a família, a escola, os amigos, tudo o que conhecia rumo ao desconhecido, a solidão, ao perigo, a fome, a tristeza e tantas vezes a desesperança... Como foi difícil ser apenas uma menina cheia de sonhos, perambulando por uma cidade grande e fria como São Paulo. Por anos vivi sem a previsão de quando poderia ver a minha família de novo, ou pagava o ônibus ou pagava a comida, conseguia vê-los 1 vez no ano e teve vezes que nem isso. Assim fui levando a minha vida por anos, fechada, fazendo o possível pra endurecer meu coração, tentava falar o menos possível com a família pra não sofrer, tentava ir cortando todo laço afetivo pq ser sozinha me parecia ser mais fácil naquele momento. Me fechando pra amizades, pra tudo e absolutamente todos, os que conseguiam se relacionar comigo sempre tinham menos da metade de mim e quando ultrapassavam esse lugar eu logo tratada de destruir tudo pq não sabia lidar com a possível perda que na minha cabeça tinha data pra acontecer. Levei MUITOOO tempo, aliás tempo demais da conta numa vida tão curta pra entender que sozinha é ruim demais, que não vale a pena viver essa vida sem a dor da despedida, sem os laços que nos mantém vivos. Que entregar só metade de você faz com que você só viva e receba pela metade e que metade é pouco demais, que merecemos tudo inteiro, que transbordar é a melhor sensação do mundo. Esse texto é pra todos que escolheram estar do meu lado nessa trajetória mesmo tendo tão pouco de mim por tanto tempo, me ajudando a enxergar a beleza de ser inteiro. Amo vocês

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