Nem Te Conto

"Um vai ser fã do outro para sempre", diz Dani Calabresa sobre relação com Marcelo Adnet

Atriz está na semifinal da Dança dos Famosos

Patrícia Kogut, da Agência O Globo

A julgar pela estreia da "Dança dos famosos", em agosto, nem Dani Calabresa nem o público acostumado a vê-la nas esquetes do "Zorra" poderiam imaginar a chegada à semifinal da disputa. A atriz, que terminou aquela noite em quinto lugar entre seis competidoras, subirá ao palco neste domingo na liderança do ranking, depois de acumular elogios por sua performance embalada pelo pasodoble:

- Comecei a ensaiar o samba já na terça-feira e nem consegui assimilar direito o que aconteceu no domingo passado. Foi uma emoção em dobro. Com o ritmo mais dramático, consegui as notas mais altas. Eu sou comediante e o pasodoble exigia uma postura séria, uma carga de sofrimento. Conseguimos interpretar os personagens e entregar esse drama ao público. Os últimos meses têm sido muito emocionantes. O quadro é apaixonante. Este é o trabalho mais transformador da minha vida. A gente sempre acha que não é capaz, que não vai conseguir. Lá atrás, quando eu estava fechando datas de trabalhos, eu pensava: 'Ah, em novembro já devo ter saído'. Eu até revejo os vídeos no Globoplay para acreditar. E digo: 'Sou eu, né? Eu que fiz aquela virada, eu que posicionei as pernas daquele jeito'. A confiança do meu professor me encoraja.

Foto: reprodução / TV Globo

Dani conta que o resultado na última semana surpreendeu até pessoas próximas:

- Um amigo mandou uma mensagem dizendo: 'O que o professor fez com você? Não conseguia reconhecer. Era outra pessoa'. O quadro exige uma entrega muito grande. É uma estreia a cada semana. Tem que fazer com medo mesmo. É como se um avião estivesse subindo e, no domingo, você precisasse saltar de paraquedas de qualquer jeito.

Acostumada a viver diferentes tipos no humorístico da Globo, Dani diz que não hesitou em se expor sem as máscaras dos personagens:

- Não tenho medo de errar, de pagar mico. Eu sou comediante por isso: gosto de desconstruir, de explorar o lado humano. Não tenho essa vaidade de mostrar apenas que estou segura, que está tudo perfeito. As pessoas acabam se identificando. Elas pensam: 'Também não tenho um bom alongamento, também sou sedentária, mas esta menina está melhorando'. É bom revelar os medos e as inseguranças e ir vencendo tudo isso. Faço giros e pegadas com medo. Mas me expor sem estar por atrás de uma personagem é algo que não temo.

Hoje forte candidata ao título, Dani garante que não está preocupada com a vitória na final:

- Sou zero competitiva. Entrei para aprender a dançar e me conhecer. Com o meu professor, até esqueço que é uma competição. Não tenho vontade de ganhar. Sei que parece loucura dizer que não quero o carro (o prêmio da disputa), mas não é por ele, é pela dança. Minha meta é ficar no programa para não parar de dançar, e não porque não aceito perder.

Depois desse desafio inusitado, Dani sonha experimentar outros novos caminhos na carreira:

- Eu adoraria ter um programa parecido com o 'Furo MTV', naquele estilo telejornal cômico. Sonho também em participar de um seriado de comédia. Tem tanta série americana de que sou fã, como 'Friends' e 'Sex and the city'. Já bati na trave para fazer novela e série. Eu teria que sair do 'Zorra' para isso, e estou muito feliz lá. Quero ficar pelo menos mais um ano. Desejo estar em alguma produção que eu possa criar e escrever também.

Dani conseguirá matar as saudades do 'Furo' na retrospectiva da Globo "A gente riu assim", que seguirá a mesma linha. Ela, que contracena com Marcelo Adnet na "Escolinha do Professor Raimundo", voltará a trabalhar com o ex-marido apresentando o especial. O programa terá esquetes sobre fatos marcantes de 2018:

- Somos amigos. O carinho permanece, independentemente da separação. A gente continua se admirando. Um vai ser fã do outro para sempre.
Foto: reprodução

A separação ganhou destaque na internet no ano passado, com vários comentários do público sobre o assunto. Dani explica como é sua relação com as redes sociais:

- Quando ando na rua, não entro em vielas duvidosas, vou pelas conhecidas. É igual com a internet. Eu acompanho perfis do Instagram que têm postagens divertidas, que me fazem bem. Eu seleciono um conteúdo de qualidade. Não fuço lixeira. Não leio comentários maldosos, pois ninguém é de ferro. As pessoas acham que os artistas precisam estar preparados para ouvir tudo. Um coisa é escutar uma análise, uma crítica construtiva. Outra é lidar com maluquice e ofensa. Não faz o menor sentido. Não xingo ninguém, então, não quero ler isso. E graças a Deus recebo pouco. Não fico chateada quando tiram sarro. Já me esculhambaram com umas brincadeiras sobre a 'Dança' e eu dei risada. Adoro. Ofensa gratuita é que não pode.