Nem Te Conto

Viviane Araújo conta que fez fono para ter tom mais sofrido em 'O Sétimo Guardião'

Na trama, Neide é uma mulher atormentada por ter sido obrigada, no passado, a abandonar a filha recém-nascida, passando os últimos 20 anos a sua procura

Agência O Globo

Viviane Araújo não esconde que Neide, de “O sétimo guardião”, a tirou de sua zona de conforto. Com duas personagens anteriores, em “Império” (2014) e “Rock story” (2016) , que flertavam um pouco com o humor, a cabeleireira de Serro Azul leva a intérprete para um outro lugar.

Foto: Divulgação

— É minha personagem mais dramática, bem diferente do que já fiz. Não foi fácil a construção, mas o bom é que vai me dar a oportunidade de mostrar um outro lado meu — afirma a atriz de 43 anos, que retoma a parceira com Aguinaldo Silva, autor que a lançou há quatro anos: — Ele me deu oportunidade em “Império”, que foi um sucesso. E Aguinaldo tem coração bom e uma percepção de descobrir gente nova. Fiz, dele também, a peça “Lili Carabina”. A gente criou uma amizade grande. Eu só tenho a agradecer.

Na trama, Neide é uma mulher atormentada por ter sido obrigada, no passado, a abandonar a filha recém-nascida, passando os últimos 20 anos a sua procura. O que ela nem imagina é que a menina, que já é uma mulher, está bem pertinho dela.

— Ela é muito angustiada. O propósito da sua vida é encontrar a filha. Então, a procura por todas as cidades da região. Neide nem sonha que a menina seja Luz (Marina Ruy Barbosa). As duas acabam ficando amigas, sem saber do parentesco — conta Viviane, que perdeu três quilos para o papel e ainda fez fonoaudiologia: — Fiz algumas aulas para ter uma impostação diferente, um outro tom para essa tristeza que ela carrega. E emagreci, estou com 61kg, porque não a queria forte ou gostosona. Neide não tem essa pegada.

Se a cabeleireira se sente bem em morar num lugarejo que parece ter sido esquecido pelo tempo, que tem carência, inclusive, de sinal de celular, a atriz garante que esse estilo de vida não é a sua praia.

— Não conseguiria morar numa cidade do interior, não tem a ver comigo. Sou muito metrópole. Mas amo esses lugares, viajar e passar dias no interior... Mas que pegue celular, porque hoje em dia ninguém consegue ficar sem (risos) — brinca Viviane.