Nem Te Conto

Dira Paes teve três filhos de leite nos bastidores da novela

"Meu peito estava cheio de leite. Fui a uma maternidade e amamentei dois bebês", conta a atriz

Redação iBahia
15/05/2016 às 10h30

5 min de leitura

Foto: Cauiá Franco/Divulgação

Se Dira Paes fosse uma voltagem, ela seria 220. Mesmo com uma jornada puxada, que inclui dois filhos (Inácio, de 8 anos, e Martim, de 6 meses), marido (o diretor de fotografia Pablo Baião, de 38) e Beatriz (sua personagem em ‘Velho Chico’), a atriz mantém o pique lá em cima e chega animada ao local das fotos para esta reportagem já dizendo: “Bora lá, que tenho que voltar para gravar”. Ao se instalar no set, a paraense tira a roupa de civil. Enquanto conversa, vai se transformando na professora da novela das nove e ri quando não consegue concatenar uma resposta enquanto a maquiadora passa o rímel: “Parece que a gente fica burra quando está fazendo duas coisas paralelamente”.

Só parece. Ela sabe bem como aproveitar as horas. Coisas de quem entende que elas são valiosas: “Nunca fui de perder tempo. Quero otimizá-lo, porque assim posso curtir mais meus filhos”. A família é a mola mestre de Dira. Nascida numa numerosa — ela tem seis irmãos —, a atriz conta que nunca se imaginou sendo mãe de apenas um.
“Eu não queria. E Inácio sempre me pediu irmão. Não combinava comigo ter filho único. É uma alegria, uma sensação de realização. Estou completa. Agradeço aos céus a sorte que tive”, emociona-se a morena, de 46 anos, que, hoje, vai reunir os parentes para batizar Martim. Em nome do trabalho, Dira teve que deixar o pequeno para seguir viagem pelo interior de Alagoas para gravar ‘Velho Chico’. Lá, protagonizou uma das experiências mais intensas de sua vida.
Foto: Reprodução/Facebook
“Quando cheguei a Aracaju, não sabia que tínhamos ainda mais três horas e meia até Delmiro Gouveia. Meu peito estava cheio de leite. Fui a uma maternidade e amamentei dois bebês, só que eles mamavam pouquinho, porque eram muito pequenos. Mas tive a sorte de a recepcionista do hotel onde eu estava ter um primo com um neném de 3 meses. Sua mulher de 20 anos não estava conseguindo alimentá-lo. O menininho Anthony me salvou “, conta Dira, que ficou impressionada com o desprendimento da mãe, Luciana, em deixar que outra mulher amamentasse seu filho: “Eu a achei muito madura. Claro que você tem que ter um exame de sangue que comprove estar bem de saúde. Foi um contentamento. A amamentação é uma coisa tão linda… Mesmo não sendo seu filho, quando uma criança encaixa a boca em seu peito, você passa a amá-la como se fosse sua”.
A saudade de Inácio e Martim, claro, aumentou. Aliás, o nome do caçula é o mesmo do personagem que em breve vai balançar o coração de Beatriz. No momento, a professora da Gameleira está encantada por Bento, o vereador vivido por Irandhir Santos, mas vai sentir algo diferente pelo filho do coronel Afrânio, o protagonista de Antonio Fagundes. A coincidência deixou Dira boquiaberta: “Levei um susto. Quando Luiz Fernando (Carvalho, o diretor) me chamou, eu estava com 8 meses e meio de gravidez. Durante nossa conversa, vi que ele tinha um quadro com os personagens na parede. Eu já tinha escolhido como batizar meu filho, mas não queria contar ainda. Além de Inácio, nome do meu mais velho, estavam anotados lá Martim, Cícero e Bento, os que eu tinha imaginado para o bebê. Então, disse: ‘Luiz, você tem todas as opções que pensei para o neném aí'” .
Foto: Cauiá Franco/Divulgação
Na vida real, Martim levou a melhor em relação a Bento. Apesar de Dira não saber como vai ser o romance com o fotógrafo da trama, interpretado pelo estreante Lee Taylor, de uma coisa ela tem certeza: “Pela feliz coincidência, vai ser muito fácil amar Martim também (risos)”.
De qualquer forma, triângulo amoroso só existe para a artista na ficção. Casada há 11 anos, ela conta que sempre foi decidida nas questões do coração e nunca ficou dividida entre dois homens.
“Meu marido é o amor da minha vida”, garante ela, que entende a inquietação atual da personagem diante do afeto do irmão de Santo dos Anjos (Domingos Montagner): “Beatriz nunca amou dessa forma. Ela não quer deixar nada tirar a serenidade de sua racionalidade. Estar apaixonada é ficar sem ar, deixar o sentimento à flor da pele. Nesse sentido, estou melhor que Beatriz”.