Samuel Rosa e Lô Borges cantam hits em primeiro DVD e CD juntos


De um lado, o vocalista de uma das maiores bandas de pop rock do país, Skank, nascida na década de 1990. Do outro, um dos fundadores do Clube da Esquina, movimento musical surgido na década de 1960 e que tinha como um dos líderes o cantor Milton Nascimento. Em comum, além da música, os dois têm como terra natal a capital mineira, Belo Horizonte.  
O show foi gravado no Cine Theatro Brasil, um local icônico em BH
(Foto: Divulgação)
Eles são os músicos Samuel Rosa, 49 anos, e Lô Borges, 64, que lançam o primeiro DVD juntos: Samuel Rosa & Lô Borges – Ao Vivo no Cine Theatro Brasil (Sony). Disponível também em CD e com participações de Fernanda Takai e Milton Nascimento, o repertório mescla hits de Samuel e Lô – entre eles, Paisagem na Janela, O Trem Azul, Te Ver, Resposta, Três Lados e Dois Rios.
Parece muito, mais os 30 anos que separa o início da carreira de ambos foi muito pequeno perto da identificação que se deu logo no primeiro encontro. “A gente se conheceu em 1998, logo depois que o Skank lançou o disco Calango e, coincidentemente, eu já tinha gravado uma das músicas que estava em Calango. Ai encontrei o Samuel em uma festa e ele me falou que eu era um ídolo, uma referência pra ele. E eu disse que gostei muito do disco dele e aí começamos a nossa amizade”, recorda Lô. 
Parceria
Percebendo o entrosamento, um produtor que havia trabalhado com os dois sugeriu uma parceria em um show. “E foi o que aconteceu. Topamos e fizemos esse show em 1999, mas não registramos. Foi a melhor coisa, porque naquela época as  nossas músicas não dialogavam tanto. E agora a música dele dialoga com a minha”, diz o ex-Clube da Esquina.
A parceria em shows começou em 1999, mas a dupla preferiu esperar quase duas décadas para registrar
(Foto: Divulgação)
Para Samuel, a parceria, que também já rendeu composições, tem uma importância fundamental na sua estrada. “Eu encaro a parceria com o Lô como uma outra banda, um outro encontro musical muito especial que eu tenho na minha vida. Eu tive muito orgulho quando, nos anos 90, ele gravou uma música minha, Te Ver. Eu encarei aquilo como uma possibilidade de aproximação. E isso acabou se consumando”.
Dezessete anos depois dessa primeira apresentação e depois muitas outras, os dois resolveram registrar o encontro. “Eu dei palpite nas músicas dele e ele deu nas minhas, fomos escolhendo o repertório de forma consensual, o que foi fundamental”, conta Lô. 
Na estrada com a turnê, eles pretendem rodar o Brasil. “Quem sabe Salvador, que está nos nossos planos”, afirma Lô Borges, mas ainda não há datas. “Vamos respeitar as agendas de ambos”, completa o músico.