Novelas

'Enquanto ele é vítima de uma tragédia, eu comemoro', diz ator sobre morte de Du Love

Baiano Ciro Salles falou sobre a saída do personagem de 'Segundo Sol'

Agência O Globo
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Foto: TVGlobo/Divulgação
Du Love (Ciro Salles) está com os dias contados em “Segundo sol”. Nos próximos capítulos da novela das nove, o garoto de programa paga com a própria vida a chantagem que faz com Laureta (Adriana Esteves). A caminhada do ex-amante da cafetina rumo ao seu último suspiro se dá quando ele descobre que a vilã assassinou Galdino (Narcival Rubens). Mas sua sentença de morte é oficialmente assinada quando ele exige que a mulher com quem dividiu a cama por muito tempo compre o seu silêncio por R$ 1 milhão. Cruel, a víbora dispara um tiro fatal no peito do seu mais novo inimigo.

— Du Love não será nada inteligente ao blefar com Laureta, que é muito perigosa. Quem acha que está com o poder nas mãos fica cego e passa a não medir as consequências. É exatamente isso que acontece com o meu personagem, que se coloca em risco. Mas eu não poderia estar mais feliz com essa morte. Enquanto ele é vítima de uma tragédia, eu comemoro — frisa o ator de 31 anos, que completa: — “Segundo sol” é minha primeira novela. Me despedir dela com um desfecho tão importante para a trama é maravilhoso. Estou muito feliz!

A celebração de Ciro não o impede de lamentar o destino de Du Love, que, indiretamente, é o responsável pela prisão de Laureta em flagrante. Isso porque Rosa (Letícia Colin), prevendo o que vai acontecer ao saber do encontro do garoto de programa com a cafetina, chama a polícia.

— Rosa alerta Du Love do perigo, o aconselha a ir embora, mas, ao perceber que ele não vai recuar, arma o flagrante. O que torna a morte do meu personagem ainda mais triste é saber que ele queria esse dinheiro para mudar de vida, para reconstruir sua história em outro lugar. Ele está cansado do dia a dia que leva na casa da Laureta. Lá, todo mundo é explorado — observa o artista, que concilia as gravações da trama com o espetáculo “Moléstia”, em cartaz no Teatro Glaucio Gill.

O desfecho dramático de Du Love não está necessariamente ligado a sua opção por ser garoto de programa e morar numa espécie de bordel. É o que garante Ciro: — Longe de qualquer moralismo, não está a errada ou certa a vida de quem trabalha com prostituição. A questão é se colocar em risco, se expor. São as nossas escolhas que nos protegem ou que nos colocam em situações delicadas. Na minha preparação para a novela, conheci muitos rapazes que trabalham com sexo, mas que se preservam de coisas ruins, como envolvimento com drogas e pessoas más.