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Mulheres são maioria em atendimentos por conta de bebidas durante o carnaval

Secretaria Municipal de Saúde registrou um aumento 7,6% nos casos em relação ao mesmo período do ano passado

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Os postos de saúde que ficam no circuitos oficiais do carnaval de Salvador registraram 478 ocorrências de intoxicação alcoólica desde às 18h da última quinta-feira (20), primeiro dia de folia, até às 6h desta terça (25). O número representa um aumento de 7,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, as mulheres são maioria: 52,3%. Já os homens representam 47,7%¨dos casos. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). 

Foto: Romildo de Jesus/Secom

Na opinião do médico Ivan Paiva, coordenador de Urgências e Emergências de Salvador, não há nenhum estudo que comprove a resistência menor ao álcool do organismo das mulheres em comparação ao dos homens. "Não há diferença no que diz respeito à recepção do álcool. A diferença está nos hábitos adotados por cada um, como a escolha da bebida”, diz. 

Paiva afirma ainda que o fígado da pessoa que bebe com mais frequência, seja homem ou mulher, acaba por desenvolver uma capacidade maior de metabolizar o álcool ingerido. “Claro que as bebidas mais fortes vão acelerar o processo de embriaguez se utilizadas com excessos”, complementa. 

Dicas
O médico Ivan Paiva recomenda manter uma boa alimentação e hidratação, não consumir bebidas artesanais e nem exceder o uso de bebidas alcoólicas para minimizar os efeitos negativos no corpo. 

“Intercalar o uso das bebidas com a ingestão de bastante água evita a desidratação, que pode potencializar o efeito do álcool. Também é importantíssimo estar bem alimentado e evitar o jejum antes de ir à festa", finaliza.   

Frequência
Os registros de intoxicação alcoólica mais frequentes foram nos módulos do Circuito Dodô (Barra/Ondina), sendo o do Farol da Barra com 115 casos; Sabino Silva, com 113 casos; Ademar de Barros, com 100 ocorrências; e Shopping Barra, com 67. A faixa etária de 20 a 29 anos respondeu por 46% dos atendimentos por intoxicação alcoólica.