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Cinco métodos de estudo que melhoram o aprendizado

Desenvolvidos por especialistas ou bem avaliados em rankings educacionais, alguns dos métodos já são populares entre alunos

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Estudar por conta própria requer organização para funcionar. É preciso achar um método de estudo que funcione para você e te torne capaz de dar conta das várias matérias cobradas no Enem, vestibulares ou concursos.

Desenvolvidos por especialistas ou bem avaliados em rankings educacionais, alguns dos métodos já são populares entre alunos que estão se preparando para o Enem, por exemplo. Conheça cinco deles e veja qual funciona melhor em sua rotina de estudo:

- Técnica Pomodoro

A ideia de produtividade, foco e equilíbrio fazem toda diferença nos estudos e servem de impulso para técnicas como a Pomodoro. Baseado na combinação de trabalho e relaxamento, o método define que períodos de esforço devem ser recompensados com momentos de distração.

A técnica, criada pelo italiano Francesco Cirillo, tem o tempo como um aliado dos estudantes. Na década de 80, quando ainda era aluno de graduação, Cirillo percebeu que sua produtividade crescia ao mesclar minutos de trabalho com curtos períodos de descanso.

Não há tempo definido para a técnica, mas o convencional é o formato 25/5, que oferece cinco minutos de descanso a cada 25 minutos de concentração nos livros. Usando alarmes para delimitar cada momento, a hora de relaxar pode ser preenchida como cada estudante preferir, desde usar o celular até fazer alongamentos.

- Método Robinson (EPL2R)

Esse método é baseado em cinco passos: explorar, perguntar, ler, rememorar e repassar. O primeiro momento é de exploração do material de estudo, com leitura superficial de tópicos, sumários e títulos. Esse contato com o assunto deve resultar em dúvidas sobre a matéria, indagações que levam os alunos ao segundo procedimento, que é fazer perguntas sobre temas que chamam a atenção.

Com as perguntas formuladas, ocorre a primeira leitura aprofundada, objetivando responder cada questão surgida anteriormente. Depois de encontrar a solução para as perguntas, a leitura completa finalmente ocorre. Esse é o momento em que os candidatos leem o material sem pensar em aplicações do conteúdo, ou seja, apenas uma leitura tradicional.

Por fim, é a vez de repassar. Após aprender e organizar o conhecimento, a etapa final é uma espécie de aula para si mesmo – e que pode ser feita na companhia de amigos – explicando os conceitos mais importantes em voz alta.

- Mapa mental

Os mapas mentais são ideias para aqueles estudantes que aprendem melhor com o visual, exatamente por investirem em imagens, setas e cores.

Formalizado nos anos 70 pelo escritor inglês Tony Buzan, o mapa mental organiza matérias em um diagrama, elegendo um tema central. Em seguida, é preciso conectar esse assunto principal a tópicos paralelos. 

Com o mapa finalizado, fica mais fácil de revisitar o conteúdo meses depois e lembrar rapidamente da conexão entre os assuntos. 

- Teste prático

Como o próprio nome sugere, o método é baseado em testes. Lembra o formato dos simulados, só que preparado pelos próprios alunos e com base em dúvidas individuais de cada matéria. 

O segredo para o sucesso com esta técnica é fazer blocos de questões sobre temas que deixaram dúvidas durante a leitura. Para responder cada pergunta é útil buscar várias fontes de conhecimento até que uma resposta satisfatória seja encontrada.

A eficácia da técnica está em economizar tempo e agir diretamente nas áreas em que os alunos sentem mais dificuldade de aprender. 

- Autoexplicação

A autoexplicação é uma técnica que valoriza as dúvidas que surgem durante a leitura. O método consiste em duvidar de tudo que se lê, refletindo sobre cada informação. E, dessa forma, os estudantes tentam explicar os conteúdos para si mesmos. 

Para levantar (e solucionar) as perguntas, é comum grifar, rasurar, escrever, usar dicionários e até falar sozinho.

Ao duvidar, responder e resumir conteúdos, os alunos já estão estabelecendo a autoexplicação, considerada uma leitura interativa, que vai além de uma simples olhada nos livros e cadernos. Com fichamentos e anotações, o processo é uma ferramenta útil para afastar a famosa “decoreba” e, de fato, absorver o conhecimento.