Salvador

Após acidente, pedestres criam forma improvisada para usar terminal marítimo de Paripe

Terminal marítimo desabou no último sábado (4) deixando feridos

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Depois que parte do atracadouro de São Tomé de Paripe desabou no último sábado (4) e toda a área foi interditada pela Codesal, os pedestres, que necessitam do transporte marítimo, criaram uma forma improvisada de utilizar o espaço. 

De acordo com os moradores, os usuários do transporte estão se arriscando e passando pelo outro lado da estrutura para ter acesso aos barcos de maior porte. No desabamento, três pessoas caíram na água e sofreram ferimentos leves. Elas transportavam frutas, bebidas e outros materiais que seriam levados para Ilha de Maré. Todas as mercadorias forma perdidas. 

Sobre o terminal 

O terminal está desativado desde 2016, por questões estruturais. Ainda assim, era utilizado por ser o único acesso de embarcações que fazem a travessia entre São Tomé de Paripe e a Ilha de Maré. Segundo moradores da região, os barcos maiores precisam utilizar o píer para atracar. Já os menores fazem embarque e desembarque de passageiros na beira do mar.

Em 2017, usuários já reclamavam de fazer a travessia entrando no mar, pois embarcações maiores não conseguem se aproximar da areia. 

Responsabilidade
O terminal é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra). Em nota, o órgão disse ao G1 Bahia que uma empresa fará a recuperação e esta já foi contratada. Além disso, eles informaram que já possuem autorização, por parte do governo, para início das obras. O equipamento será interditado temporariamente para que os reparos sejam feitos.

O órgão estadual explica que a obra ainda não teve início ainda porque a empresa vencedora, Tecnocret Engenharia, aguarda solicitações da Prefeitura para obter licenças obrigatórias. A nota diz ainda que o governo acionará a empresa para que conclua os trâmites junto ao poder municipal. Após a finalização da obra, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agerba) fará a concessão do terminal, que deverá ser administrado pela empresa vencedora.

A prefeitura de Salvador também se manifestou sobre o caso. Em nota ao G1 Bahia, eles informaram que tem acompanhado a situação e que a Tecnocret deu entrada no processo para a execução das intervenções na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), no dia 23 de julho de 2021. Quatro dias depois, após análise realizada pelos técnicos do órgão, a secretaria solicitou alguns documentos que, até o momento, não foram apresentados pela empresa.

A prefeitura ainda informou que no dia 11 de novembro, a Defesa Civil de Salvador fez uma vistoria no local e constatou sérios riscos causados pela falta de manutenção. A situação foi informada à Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e à Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado da Bahia (Seinfra), conforme o poder público municipal.