Salvador

Chefe era o alvo de atentado em prédio da Caixa Econômica na Paralela

Uma das funcionárias baleadas está internado em estado grave no HGE

Redação Correio24h
- Atualizada em

Glei Mário se matou
(Foto: Reprodução)
O alvo do atentado no prédio da Caixa Econômica Federal (CEF), na Paralela, era Jorge Oliver Silva, coordenador do atirador Glei Mario de Lemos Leal, na Gerência de Fundos de Garantia. A informação foi dada na tarde desta quarta-feira (21) por funcionários da Caixa e pelo presidente do Sindicato dos Bancários, Augusto Vasconcelos.

De acordo com colegas de trabalho, Glei Mário discutiu com o coordenador de seu setor, saiu e, ao retornar, tentou atirar contra o chefe, que conseguiu se desviar dos disparos, sofrendo apenas uma luxação no ombro, após cair. Outras duas colegas foram atingidas na cabeça.  Já o atirador, depois dos disparos, se matou.

Foram atingidas as assistentes Jucilene Matos Silva, que está internada no Hospital São Rafael, e Marinoelia Andrade dos Santos, que tem estado de saúde considerado grave e está no Hospital Geral do Estado, segundo o superintendente da CEF em Salvador, Anselmo Cunha. "Nesse momento ela está no Centro Cirúrgico, passando por uma procedimento delicado", informou. Jorge Oliver também foi levado para o Hospital São Rafael. As unidades de saúde não informaram sobre o estado de saúde das vítimas.

"Os disparos foram efetuados na área administrativa do prédio, local que não requer muita identificação de segurança. Ele entrou no local armado porque já era funcionário de muitos anos e já possuía identificação" explicou Anselmo Cunha, Superintendente da Caixa em Salvador. Ele acrescentou que Glei Mário trabalhava na Caixa há 27 anos.

O caso será investigado pela Polícia Federal com o apoio da 9ª Delegacia Territorial (DT / Boca do Rio). A confusão foi no 15º andar do Empresarial Dois de Julho, onde funciona o setor, que possui, aproximadamente, 50 funcionários. Cunha não soube informar quantas pessoas estavam na sala na hora.

O superintendente da Caixa em Salvador evitou dar detalhes sobre a ocorrência para, segundo ele, evitar especulações. “A preocupação da empresa no momento é com as famílias das pessoas envolvidas no processo, principalmente os colegas que trabalhavam no setor com o colega Mário”.

(Foto: Reprodução/Leitor Correio)


Pelos depoimentos de funcionários e conhecidos do atirador, não há clareza sobre o histórico psicológico dele.  “Muito educado, muito gentil, muito tranquilo. Estamos todos surpresos”, conta Eliete Santos, que é esposa de um colega de trabalho de Glei Mario há mais de dez anos. "A única coisa que sabemos é que ele estava passando por um transtorno emocional. Vamos estar à disposição para o que a família precisar", informou o superintendente da Caixa.

No entanto,  ele não soube informar se o atirador tem informações se ele já havia procurado o setor médico para relatar situações de estresse. Precisamos de um pouco de paciência para essas informações”, relatou o superintendente.  

“Nós estamos tentando entrar em contato com os colegas dele, mas eles estão orientados a não prestar nenhum esclarecimento até agora, enquanto se efetua a perícia”, contou Cézar Cotrim, diretor do Sindicato dos bancários e funcionário da Caixa. Segundo o sindicato, no setor trabalham cerca de 50 pessoas, mas em todo o prédio são mais de mil pessoas, entre funcionários, estagiários, terceirizados e prestadores de serviço.

Entre as medidas que o Sindicato deve tomar estão emitir uma Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)  para avaliar o estado psicológico dos funcionários envolvidos direto e indiretamente no ocorrido e ver se eles têm condições de continuar trabalhando, se precisam de acompanhamento psicólogo ou até mesmo ser afastado.