Salvador

Codecon realiza 'Operação Caruru' nas feiras da capital baiana

Principais itens verificados são o azeite de dendê, o quiabo, o camarão seco, a castanha, o leite de coco, o feijão fradinho e o coco seco

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

A Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon) realizará neste mês de setembro, conhecido pela tradição da oferta do caruru dedicado aos santos Cosme e Damião, uma ação de fiscalização de preços dos itens da iguaria em feiras e mercados da cidade.

De acordo com o encarregado de fiscalização do órgão, Carlos Conceição, a pesquisa é realizada anualmente tanto para verificar a variação de preço dos itens do caruru, como também as condições de consumo e armazenamento desses produtos.

Os principais itens verificados são o azeite de dendê, o quiabo, o camarão seco, a castanha, o leite de coco, o feijão fradinho e o coco seco. De acordo com a pesquisa, a Feira de São Joaquim, na Cidade Baixa, foi a que apresentou os menores preços aos consumidores.

Segundo a vendedora de hortifrúti Leda de Jesus, 57 anos, o fluxo de consumidores na Feira de São Joaquim, ainda está aquém do esperado, mas sua expectativa é boa até o final deste mês. Leda vende o cento do quiabo por R$8.

Já para Otávio Vasco, 59 anos, sócio e gerente da Comercial Alimento Vasco Ltda., os preços dos itens do caruru subiram em média de 15% a 20%, sobretudo devido à inflação dos combustíveis. O comerciante indicou que o produto com a maior elevação foi o azeite de dendê, que varia de R$11 (o artesanal) a R$14 (o industrializado).

O item cujo preço se manteve mais estável em relação ao ano passado é o amendoim torrado, encontrado na loja por R$10 o litro, caso o pagamento seja à vista ou através do Pix.

Irregularidades
O encarregado de fiscalização da Codecon acrescentou que os comerciantes flagrados vendendo produtos de modo irregular geralmente são notificados com advertência pelo órgão, para que regularizem a situação. No entanto, quando se trata da comercialização de produtos com o prazo de validade vencido, é aplicado um auto de infração com previsão de multa, que varia conforme a receita dos últimos três meses do proprietário autuado.