Salvador

Com 35 mil doses restantes, campanha contra H1N1 na capital passa a vacinar apenas crianças

Já foram vacinados 93% do público-alvo da campanha até o momento

Amanda Palma e Hilza Cordeiro (redacao@correio24horas.com.br)
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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou, no final da manhã desta quarta-feira (18), que a partir de hoje apenas crianças serão vacinas em Salvador contra o H1N1 nos postos da prefeitura. Após intensificar a campanha nos últimos dias para gestantes, idosos e crianças de até cinco anos, a prefeitura informou que restaram 35 mil doses e que já foram vacinados 93% do público-alvo até então, o equivalente a 579 mil pessoas.


Segundo a SMS, apenas o grupo das gestantes não atingiu a meta de vacinação. Segundo o órgão, acredita-se que esse deficit esteja relacionado com a redução do número de gravidas na cidade por conta do medo da microcefalia, já que o número esperado de grávidas era baseado em uma projeção.

Espera incerta: no posto Ramiro de Azevedo, fila se formou sem informações sobre o seguimento da campanha
(Foto: Amanda Palma/CORREIO)

As crianças atingiram a meta de 80% de vacinação, totalizando 123 mil vacinadas até a manhã dessa quarta. A quantidade de vacinas disponíveis hoje no município será destinada às crianças de até 5 anos que precisam tomar a segunda dose, que precisa ser aplicada novamente 30 dias após a primeira.   Nos postos, houve fila no início da manhã nos postos de saúde. No Centro de Saúde Ramiro de Azevedo, no Campo da Pólvora, em Nazaré, as pessoas montaram a fila sem saber se teria vacinação ou não no início da manhã. O professor José Roque Mota, 62, chegou às 5h e até as 7h40 ainda não sabia se ia conseguir ser imunizado. "Ninguém veio informar nada. Eu só vou ficar aqui até 11h, só saio antes se informarem que não vai ter mais", disse o professor, que tenta pela quinta vez conseguir a vacina.


O aposentado Jorge Luiz Figueiredo, 71, também aguarda para saber se vai ter vacina nesta quarta. "Eu já tentei várias vezes, até em Mata de São João e não consegui", contou.O CORREIO esteve também no Centro de Saúde Dr. Clementino Fraga, o 5º Centro, na Centenário. Pela manhã, chegou a formar fila no local, mas após serem informados de que não havia doses de vacina no posto, idosos e crianças com seus acompanhantes desistiram do atendimento.


A aposentada Ivone Mota, 70, no entanto, persistiu na fila. "Desde cedo vieram avisar que não ia ter vacina hoje. O portão está até fechado, é triste isso, porque a gente precisa da vacina", disse Ivone. Segundo ela, logo cedo tinha uma fila enorme que se desfez depois do aviso.

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