Salvador

Dona de lanchonete é baleada e suspeito de assalto é morto em Nazaré

Segundo a polícia, homem ainda não identificado, reagiu e atirou contra bandidos

Tailane Muniz, do Correio 24h

Um homem identificado como Pablo Santos de Oliveira, 19 anos, foi morto com um tiro na cabeça, na noite desta quinta-feira (15), segundo a polícia, após tentar assaltar a lanchonete Açaí do Monstro, no bairro da Mouraria, em Salvador.  Atingida por quatro disparos, nas pernas e nos braços, a dona do estabelecimento, Carlita Moraes Bastos, 63, foi socorrida pela Polícia Militar para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internada. Pablo também chegou a ser levado para a unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.


Foto: Mauro Akin Nassor/Correio

Conforme Boletim de Ocorrência registrado no HGE, um cliente, ainda não identificado, reagiu à abordagem e atingiu Pablo - que, segundo a polícia, é o responsável pelos disparos contra Carlita. O segundo suspeito com conseguiu fugir.

Ocrime aconteceu por volta de 22h30, na Rua do Paraíso, paralela à Avenida Joana Angélica, próximo à Lê Biscuit. Na manhã desta sexta-feira (16), ainda era possível ver as marcas de sangue em frente ao Açaí do Monstro.

Em nota, a Polícia Militar informou que militares do Pelotão Especial Tático Operacional (Peto) da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionados após denúncia de homicídio ocorrido numa lanchonete, na rua do Paraíso, Nazaré.

"Ao chegar ao local, a guarnição socorreu a vítima que, segundo testemunhas, antes de ser atingido por disparos de arma de fogo por um homem que passava pelo local de carro, tentou matar a dona do estabelecimento. O jovem foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas de acordo com a equipe médica ele não resistiu aos ferimentos", completa a nota.

No local, moradores não quiseram comentar o assunto. Sem se identificar, uma vizinha ao estabelecimento se limitou a dizer que o açaí funciona há cerca de quatro meses e é bastante movimentado.

"Eles [bandidos] ficam de olho, porque é muito forte o movimento todos os dias. Já deviam estar estudando aqui. Eu sei que na hora foi uma gritaria, correria e muitos tiros. A gente se assusta, porque aqui é um lugar bastante tranquilo", disse, acrescentando que o estabelecimento funciona de 9h às 23h.

O crime está sob a investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Não há informações sobre o estado de saúde de Carlita.