Salvador

Durante coletiva, empresários propõem requalificação e cessão do Bahia Café Hall para eventos do governo

Grupo afirmou que pagaria o valor do aluguel no mercado em R$ 39 mil

Redação iBahia (redacao@portalibahai.com.br)

Após o Tribunal de Justiça da Bahia ter acatado o pedido de reintegração de posse do Bahia Café Hall, instalada em uma área do Parque Metropolitano de Pituaçu, uma reunião foi realizada na tarde desta quinta-feira (18), para esclarecimentos, por conta dos empresários do espaço, à respeito da reintegração de posse  e a apresentação de propostas para continuar com a casa de show.

Empresários e o gestor do Bahia Café Hall se reuniram na tarde desta quinta-feira (18) para esclarecimentos à respeito da reintegração de posse do espaço

Segundo o gestor, diferente do que o governo afirmou em entrevista ao iBahia na última quarta-feira (17), o grupo que teria entrado na justiça após ter a proposta, feita em 2010, negada pelo órgão. Ainda sobre os recursos para continuar com o espaço, os empresários afirmaram que pretendem pagar o valor do aluguel no mercado em R$ 39 mil, que foi avaliada pela Caixa Econômica Federal, em 2010, quando o contrato terminou. Atualmente o espaço está avaliado em R$ 48 mil. Outro recurso seria oferecer quatro datas anuais para realizações de eventos organizados pelo Governo, além de realizar investimentos para a requalificação do espaço.

Foto mostra uma das propostas apresentadas nesta quinta-feira, que seria a requalificação do Bahia Café Hall.

Ao iBahia, por telefone, na última quarta-feira (17), a assessoria de comunicação do órgão afirmou que em 2005 o espaço foi cedido para a rede de restaurantes Bernard, equipe que administrou o espaço, e que o contrato teria vencido em 2010. Diante vencimento, o órgão afirmou que não tinha interesse na renovação. 


Ainda de acordo com o órgão, o empresário se recusou a sair da área e foi à justiça para continuar pagando em juízo a mensalidade de R$ 7 mil (valor do aluguel do espaço), que segundo o órgão a última inspeção feita pela Caixa Econômica Federal avaliou o local em R$ 39 mil mensal . "Devido a não devolução do espaço, o governo resolveu entrar na justiça para que o patrimônio público fosse devolvido", afirmou a assessoria pelo telefone.


Ainda de acordo com a assessoria, que o contrato não é vantajoso e que a intenção de construir uma área cultural, mantendo a tradição de shows, porém, aliada as políticas culturais do Estado."Temos a intenção de construir um espaço em que não ocorresse interesse lucrativos. Um local como o Parque da Cidade, ou até mesmo espaços como o Parque de Exposições ou o Teatro Castro Alves (TCA). Claro que alguns eventos terão de ser retornos financeiros, mas nosso objetivo é a retirada do uso privado do espaço", concluiu.


A assessoria de comunicação ainda afirmou que o resultado depende da decisão judicial e que todos os shows programados serão realizados normalmente.* Com informações de Rafael Bisesti / CBN