Salvador

Eleição para diretoria do Sindimed-BA vira quebra de braço entre chapas

Oposição afirma que saiu vitoriosa, mas sindicato marcou novas eleições

Da Redação, Correio 24h (redacao@correio24horas.com.br)

A eleição para definir a nova diretoria do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) está dando o que falar. A Chapa 2 deve assumir o comando da instituição nesta quarta-feira (2) depois que uma liminar judicial garantiu a posse dos novos diretores, mas as duas chapas adversárias recorreram da decisão. Novas eleições estão marcadas para maio.

A confusão começou em março e ao que parece está longe de terminar. Três chapas se candidataram para a Diretoria Executiva e Conselho Fiscal do Sindimed-BA para a gestão 2018 a 2022, uma da situação e duas de oposição. A votação estava prevista para acontecer nos dias 20, 21 e 22 daquele mês, mas enfrentou alguns obstáculos.

O principal problema foi com os votos do interior. Segundo o Sindicato, existem 2,7 mil profissionais aptos para votar em Salvador e outros 1.247 no interior do estado. Os votos dos médicos que não estão na capital deveriam ser enviados pelos correios, como nas eleições anteriores, mas devido a uma greve no setor de entregas apenas 8,5% deles foram contabilizados.

A Chapa 2 argumenta que apesar dos transtornos os trâmites legais da eleição foram seguidos e que foi eleita pela maioria simples dos votos. Já o sindicato afirmou que somente 38% dos profissionais da capital votaram e que se os votos do interior fossem contabilizados o resultado seria diferente. A instituição quer que uma nova eleição seja realizada.

Interior

Para participar da eleição os médicos do interior precisam receber as cédulas de votação, que são enviadas pelos correios. Este ano, dos 1.247 documentos encaminhados, 150 foram devolvidos por problemas no endereço, 86 votos chegaram ao Sindimed-BA sem data de postagem, e 35 estão sem o carimbo dos correios.

Por conta dos entraves, o prazo para o resultado da eleição foi estendido até o dia 2 de abril, mas até essa data apenas 106 votos do interior tinham sido contabilizados. Na capital, a Chapa 2 estava na frente, e no interior a Chapa 1. Dois dias depois, um dos membros da Comissão Eleitoral pediu renúncia, sendo seguido pelos outros dois integrantes que compunham a comissão.

Para a presidente da Chapa 2, Ana Rita Luna, a medida foi uma tentativa de anular a eleição depois que a contagem de votos apontou vitória da oposição. Ela recorreu à Justiça do Trabalho e conseguiu uma liminar que garantiu a posse dos novos dirigentes “devido à robustez das provas que foram apresentadas”, disse.

Já o Sindicato afirmou que a comissão eleitoral foi desfeita porque os médicos que faziam parte dela tinham outros compromissos que estavam paralisados devido ao imbróglio. Afirmou também que na primeira tentativa de posse da Chapa 2, a Justiça deu ganho de causa para o Sindicato e que, por isso, marcou novas eleições para maio. A intituição informou também que já existe uma ação pedindo a nulidade das eleições, que tramita na 10ª Vara da Justiça do Trabalho, desde o dia 2 de abril.