Salvador

Em prévia do Carnaval, Àttoxxá bota Barra para dançar

Durante show na Casa Skol, coletivo foi saudado por trios que desfilavam no Furdunço

Carol Aquino, do Correio 24h
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Se alguém tinha dúvidas de que “Popa da Bunda” é uma candidata forte a música do Carnaval, recebeu a resposta no Furdunço. Enquanto o Coletivo Àttoxxá se apresentava na Casa Skol, em trio atrás de trio cantores entoavam o hit gravado com o Psirico. Duas Medidas e Quabales são alguns dos que se renderam ao hit do verão. “É uma música que está bombada, mas o que é mais importante para a gente é participar do Carnaval”, disse o guitarrista do Áttoxxá Wallace Carvalho, o Chibatinha. 

Público foi à loucura durante o encontro entre Àttoxxá e Duas Medidas (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

O vocalista da banda Duas Medidas, Lincoln Sena, fez questão de parar o mini trio em que se apresentava para cumprimentar o grupo. “Tiro o meu chapéu para vocês”, disse, elogiando ainda a capacidade da música baiana de se renovar. Ao som que mistura o pagode com o eletrônico, os dois grupos protagonizaram um encontro que fez os foliões se sentirem em pleno Carnaval. A música escolhida, é claro, foi o hit do verão, “Popa da Bunda”. 

Com a  consciência de quem começou a aparecer na mídia recentemente, eles sabem que a folia de 2018 será o primeiro contato de boa parte do público com o som que eles fazem. “Para muita gente, somos a surpresa do Carnaval”, diz  Raoni Canalha, um dos vocalistas.

Na folia, assim como no verão, eles vão apresentar o conceito #tábatenu, de um show mais visual e dançante. “É pra mostrar que os mininu são brabo mermo”, avisa o criador do grupo, Rafa Dias, que na linguagem do Àttoxá significa dizer que eles agitam para valer. 

Para dançar

Na plateia, se via o que já é comum nos shows do Coletivo, um público frenético e que dançava muito ao som do grupo. A modelo Monalisa Mota, 20 anos, diz que em toda apresentação do Àttoxxá não consegue ficar parada. “Gosto da batida, das letras, das guitarras. Vou acompanhar todos os dias em que eles saírem do Carnaval. Vou meter dança”, prometeu. 

Até quem admite não arrasar no suingue, não perde um show. “Danço de leve, mas já fui a uns cinco shows. Foi uma das bandas que me fizeram vir pro Furdunço, além do Baiana System”, conta o estudante Bruno Muniz, 23 anos. Para quem nunca ouviu falar do coletivo, ele dá o recado: “Você tem que conhecer que é muito bom”, disse, empolgado. 

Teve fã que veio de longe para ver o show, como a estudante Raquel Santos, 16. Diretamente de Palmeiras para a apresentação, ela confessa que dança ao som da grupo na escola e só faltava ver ao vivo. “Eles cresceram muito. São algo diferente na música da Bahia”, diz a amiga de Raquel, a também estudante Arena Almeida, 20, que acompanha o trabalho da banda há três anos. 

Pós verão

Cumprindo agenda em São Paulo e Brasil afora, o Coletivo promete lançar um novo disco em maio deste ano. Depois do álbum "Oz e Àttoxxá - Blackbang", que celebra a parceria com o cantor Osmar Oz, vem aí o disco que celebra o trabalho de Raoni Kanalha, o outro vocalista do grupo. O álbum vem com uma pegada mais de samba e mais pop que o anterior, segundo informa o DJ e produtor cultural Rafa Dias.