Salvador

"Foi um pânico e as pessoas saíram correndo", diz Vovô do Ilê sobre tiroteio; vítima pediu socorro na sede do bloco

O terceiro ferido no tiroteio, Nadson Barreto dos Santos, 33, foi socorrido por uma viatura da Polícia Militar

Laura Fernandes e Kivia Souza
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Três homens ficaram feridos durante uma troca de tiros que aconteceu na frente da sede do Ilê Aiyê, no Curuzu, por volta da 4h deste domingo (31). Segundo informações da Polícia Civil, o turista carioca Diogo dos Santos Caetano, 27 anos, que está de férias em Salvador, foi atingido na coxa direita quando saía do ensaio geral do bloco afro.


Além dele, que foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), David Ferreira Rocha, 28, também foi atingido por dois disparos, na região escrotal e na mão direita. David foi socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas nem chegou a dar entrada na emergência e seguiu em uma ambulância para o HGE.


O terceiro ferido, Nadson Barreto dos Santos, 33, foi atingido na região do abdômen e socorrido por uma viatura da Polícia Militar para o Hospital Ernesto Simões. As três vítimas continuam internadas.


Em nota, a PM afirmou que o tiroteio aconteceu “entre bandidos do local”, envolvidos com tráfico de drogas, e “uma das vítimas foi encontrada dentro da sede do Ilê Aiyê e socorrida por uma viatura da Polícia Militar”.


Ao CORREIO, o presidente-fundador do Bloco Ilê Aiyê, Antônio Carlos dos Santos, conhecido como Vovô do Ilê, contou que na hora do crime a sede estava de portas abertas, quando uma das vítimas entrou correndo.


“Teve o tiroteio na rua, balearam um rapaz que saiu correndo e invadiu a sede pedindo socorro. Eram uns três caras armados que vieram atrás dele, mas no caminho desistiram e foram embora. Mesmo sem atirar, foi um pânico e as pessoas saíram correndo, porque viram as armas na mão dos três homens”, relatou Vovô.


Segundo ele, foi prestado socorro à vítima e ninguém mais ficou ferido. Houve boato de que um dos atingidos seria segurança do Ilê, mas o bloco negou a informação. No local do crime, moradores e comerciantes não quiseram comentar sobre o ocorrido, temendo retaliação. Enquanto muitos vizinhos disseram “estar dormindo na hora do tiroteio”, outros afirmaram estar trabalhando no momento do crime.


“Eu estava trabalhando no bar, mas só ouvi a confusão de longe. Não sei quem foi, não vi nada. Só fechei o bar correndo”, se limitou a dizer uma comerciante que pediu para não ser identificada. O caso está sob investigação da 2ª Delegacia Territorial (DT/Liberdade). Ninguém foi preso.

Correio24horas