Salvador

Greve dos servidores municipais não vai afetar vacinação contra H1N1, diz secretário

Servidores fizeram manifestação em frente a multicentro de saúde nesta terça-feira (12)

Lara Bastos*
- Atualizada em
A greve dos servidores municipais, deflagrada no dia 15 de março, não deve afetar a campanha vacinação contra a gripe H1N1, programada para acontecer na próxima segunda-feira (18) em Salvador. Segundo o secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, todos os locais de vacinação estarão funcionando normalmente.

"Todas as salas estarão abertas a partir do dia 18. Se o Estado entregar a vacina, que ainda não entregou", declarou o secretário ao CORREIO, durante a inauguração do Multicentro de Saúde Bezerra Lopes, na Liberdade, na manhã de hoje. O evento contou com a presença do prefeito ACM Neto, que também negou que a paralisação dos servidores vá ter algum impacto na vacinação.

"Cada vez é menor a quantidade de servidores parados, o que inclusive não traz nenhum prejuízo aos serviços da Prefeitura", afirmou ACM Neto. Durante a cerimônia de reabertura, servidores se reuniram do lado de fora do multicentro de saúde, segurando faixas e cartazes.

O protesto foi finalizado por volta das 11h. Os manifestantes ocuparam a calçada em frente ao multicentro de saúde, localizado na Rua Silva e Lima, próximo ao Plano Inclinado, e não chegaram a interromper o fluxo de veículos no local. Policiais da 37ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Liberdade) acompanharam a manifestação.

Campanha de vacinação

A campanha contra H1N1 terá início em todo país no dia 30 de abril, mas foi antecipada pela Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab). Os postos e centros de saúde de todos os municípios baianos poderão iniciar a imunização a partir da próxima segunda-feira, 18. As vacinas começaram a ser entregues aos municípios mais distantes da capital e devem chegar em Salvador até o final da semana.

Terão acesso à vacina na rede pública o grupo de risco - idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menos de 5 anos, trabalhadores da saúde, grávidas e mulheres até 45 dias após o parto, indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, presos, funcionários do sistema prisional, e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos, que estão sob medidas socioeducativas. O restante da população precisa procurar na rede privada, onde a vacina está esgotada.

Correio24horas