Salvador

'Homem-Aranha' que assaltou loja em shopping é preso

Leonardo das Virgens Barbosa se entregou à polícia nesta segunda-feira (31)

Redação Correio 24, com informações de Bruno Wendel

O homem que usava uma máscara de Homem-Aranha no assalto às Lojas Americanas do Salvador Shopping se entregou à polícia. Segundo informações da titular da 16ª Delegacia (Pituba), Maria Selma, o suspeito, Leonardo das Virgens Barbosa, conhecido como Macaco, se entregou na tarde desta segunda-feira (31), junto com advogados.

Foto: Reprodução/Marina Silva
De acordo com a delegada, Leonardo confessou a participação no crime e afirmou que o segurança Erick de Jesus Barbosa, 26 anos, foi o mentor do assalto. Leonardo já trabalhou na Marinha e não tinha histórico criminal, segundo a polícia.

Em depoimento, Leonardo contou que os produtos roubados foram divididos entre os integrantes do grupo. "O montante foi entregue a um homem em Cajazeiras que deu a cada um seis itens, e ficou com o restante das mercadorias", disse a delegada Maria Selma. Esse homem que recebeu os produtos e outro, identificado como Kimono, estão sendo procurados pela polícia.

A polícia chegou a identificar o motorista de Uber Alan Correia dos Santos, como sendo o procurado Kimono, mas voltou atrás, nesta segunda, e informou que errou ao divulgar a foto de Alan. "Assistimos as imagens e esse carro prata aparecia. Coincidentemente, Alan Correia estava trabalhando como Uber aquele dia, naquela região, no mesmo horário. Chegamos até ele, que veio aqui acompanhado por um advogado e prestou depoimento. É importante que fique claro que ele é tão vítima quanto os funcionários da loja. O que aconteceu foi que clonaram a placa do carro dele", salientou.

Segurança confessou

Erick chegou a prestar depoimento como vítima - já que estava de serviço na noite do roubo. Outro acusado de ter participado do crime, o agente de limpeza Bruno Conceição dos Santos, 21, foi preso no sábado (29).

Em depoimento, Erick confessou o crime e disse que planejou o roubo porque estava sendo ameaçado por traficantes de Jaguaripe, o que não convenceu a Polícia Civil. "Ele mentiu muito durante o depoimento. Os comparsas disseram que ele ordenou que fossem violentos com os funcionários para conseguirem as chaves do cofre, mas ele negou. Ele chegou a tomar tapas dos outros, na tentativa de forjar uma agressão", pontuou.

Diante dos questionamentos sobre o motivo de ter planejado o crime, Erick se limitou a dizer que não bebe, não fuma e não é usuário de drogas. Bruno permaneceu calado. "O que me espanta é que eles são trabalhadores, os dois exerciam suas profissões com carteira assinada e se bandearam para a área do crime", pontuou Maria Selma.