Salvador

João Henrique explica campanha contra pagamento de estacionamento em shoppings

Ex-prefeito de Salvador lançou, nesta quinta-feira (5), o "Pago não" para mobilizar a população contra a medida

Luan Guimarães (Com supervisão e orientação de Rafaele Rego)
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O ex-prefeito de Salvador, João Henrique (PSL), esclareceu a campanha "Pago não", lançada por ele no Facebook para mobilizar a população contra o pagamento de estacionamentos nos shoppings da cidade. Em entrevista exclusiva ao iBahia na manhã desta quinta-feira (5), o político afirmou que lançou a campanha porque Salvador tem poucas opções de lazer gratuitas para se permitir pagar também por isso.


João também negou que a iniciativa seja uma forma de se reaproximar da população soteropolitana e reforçou a Lei Municipal 4736/1993, de sua autoria, que impedia a exploração de serviços como esse, mas que já foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), injustamente, do seu ponto de vista.


"A ideia é fazer com que a população venha aderir a campanha. Falta opção de lazer em Salvador. Apesar de ser uma cidade de três milhões de habitante, nós só temos duas opções, praticamente, que é ir para a praia e para o shopping. Esse é um tema que há 20 e poucos anos está em voga na cidade. Outras cidades que tem outras opções de lazer podem se dar ao luxo de cobrar, mas em Salvador as opções são limitadas, são pouquíssimas. O que o Supremo julgou foi uma coisa, o que eles estão alegando para permitir a cobrança do estacionamento é outra coisa. Eu estou falando da matéria de controle e ordenamento do uso do solo e isso não foi bloqueado pelo STF, daí também a indignação", explicou.


João Henrique ainda disparou contra o aumento no preço dos estacionamentos particulares que a cidade sofreu nas últimas semanas. Segundo o ex-prefeito, os valores são abusivos. "Houve nesse primeiro semestre um abuso por parte dessas empresas de estacionamento privado. Outro dia eu tive que sair e paguei 31 reais por duas horas de estacionamento. Eu esperava pagar 5 ou 6 reais, é um abuso. Eu não sei como a Sucom está permitindo isso".


Quando o assunto foi política, o ex-prefeito afirmou que ainda não sabe se irá concorrer às eleições do ano que vem, apesar de ter recebido alguns pedidos. A resposta para essa questão só deve vir às vésperas das eleições. "Eu não sei se vou concorrer, estou avaliando muito. Há pressão dos amigos para uma candidatura, há pressão de líderes de bairro, de municípios do interior da Bahia. Então estou avaliando porque me formei agora para comunicação em rádio e televisão e queria investir muito nisso. Agora com as mídias sociais então, que é uma forma fantástica de comunicação. Estou avaliando muito e vou deixar apenas para a véspera porque também estou recebendo muitos convites para a área de comunicação e alguns são para assumir só depois do Carnaval", avisou.


O ex-gestor municipal ainda revelou que não tem acompanhado de perto a gestão do atual prefeito, ACM Neto, mas considerou boa até o presente momento. "Tenho acompanhado muito pouco, estou muito focado na área de iniciativa privada, nos meus projetos, mas avalio como uma boa gestão, está indo muito bem até aqui", finalizou.