Salvador

Mãe de Guilherme diz à polícia que morte de filho foi uma fatalidade; depoimento do pai foi remarcado

Segundo a delegada titular da 6ª Delegacia (Brotas), o engenheiro Rafael Yokoshiro só chorou

Redação Correio 24h (redacao@correio24horas.com.br)
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A enfermeira Carla Verena Oliveira, 33 anos, mãe de Guilherme Oliveira Yokoshiro, 5, que morreu ao cair do 6º andar de um prédio em Brotas, disse à polícia nesta quarta-feira (25) que a morte do filho foi uma fatalidade e que não culpa o marido e pai da criança, o engenheiro Rafael Yokoshiro, 30.Rafael também esteve na delegacia na tarde desta quarta-feira, mas não deu depoimento. "Ele ficou cerca de 15 minutos na sala e, quando começamos a perguntar, ele não respondia, só chorava, completamente devastado emocionalmente", disse a delegada Maria Dail, titular da 6ª Delegacia (Brotas). O engenheiro deverá ser ouvido na segunda-feira (30).

Pai teve depoimento remarcado
(Foto: Giulia Marquezini/CORREIO)

Em depoimento à delegada Maria Dail, por volta das 16h desta quarta-feira, Carla Verena contou ainda que o marido era muito amoroso e ligado ao filho. A enfermeira disse que não sabia da saída de Rafael na madrugada em que ocorreu a morte de Guilherme.A delegada informou que vai analisar as imagens do prédio e, se ficar comprovado que a ausência do pai foi determinante para a morte da criança, Rafael poderá ser indiciado por abandono de incapaz.Na manhã desta quarta-feira (25), foi realizada uma segunda perícia no edifício em Brotas, quando a polícia retirou a tela de proteção da janela do quarto do casal. O objetivo é fazer um teste de resistência, para saber se a tela se rompeu com o peso da criança ou por ter sido cortada. Uma tesoura foi encontrada no quarto de Guilherme e encaminhada para perícia.* Com informações da repórter Giulia Marquezini

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