Salvador

Padarias seguem tendências e fortalecem economia dos bairros de Salvador

O pão tem ganhado novas variações e segue sendo um dos alimentos queridinhos dos brasileiros; Bahia consome mais de 650 milhões por mês

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Se tem um alimento clássico no café da manhã dos brasileiros, ele é o pão. O principal motivo dele ser um "queridinho" é a sua variedade, já que pode ser feito em diferentes receitas e combinando com qualquer outro alimento. Além disso, ele é extremamente saudável, como aponta a Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda o consumo de 50kg dele por pessoa em um ano.

Apesar do medo de algumas pessoas que se preocupam com o seu peso, especialistas revelam que o pão, se bem escolhido e consumido no horário certo, não precisa ser retirado da alimentação.

Foto: Divulgação

Ele, inclusive, é capaz de auxiliar a dieta e a perda de peso. Para isso, existem diferentes tipos do pãozinho, integrais, rico em fibras, cereais, grãos e vegetais, com apelo da saudabilidade. O consumo dos alimentos deve estar associado a prática de exercícios.

Os acompanhamentos também são importantes, tanto para os que estão fazendo dietas ou não. Os pães podem ser consumidos com tudo, como ovos mexidos, todo tipo de frios, geleia de frutas, carne, frango, apenas com azeite, entre outras opções.

E os pontos positivos dos pães vão além dos benefícios pessoais. Ele tem uma grande importância na geração de empregos e no fortalecimento do comércio de bairro. "A gente emprega muito. Numa padaria, cada setor que você abre, emprega muita gente. A padaria do bairro é sempre muito artesanal, tem um cuidado com o cliente. Tem muita aproximação com esse cliente", explica a diretora da Associação dos Proprietários de Padaria da Bahia (APPB), Maria Conceição Moreira.

A empresária, que é dona da um empreendimento no setor, destaca que a média de empregos por padaria é de 12 trabalhadores. A capital baiana conta com 800 panificadoras e Salvador representa 30% de todo o consumo de pães da Bahia, que consome mais de 650 milhões por mês do alimento (do tipo francês).

"O setor de panificação tem uma grande responsabilidade social, pois são as pequenas empresas as responsáveis pela importante função de diminuir o desemprego e fortalecer o comércio nas comunidades de bairro", aponta a diretora pela APPB.

De olho na tendência
Apesar dos clássicos, como o pão francês, seguirem em alta no mercado, os empresários do setor estão de olho no que é tendência e, principalmente, no que os jovens estão à procura. Maria Conceição aponta uma "volta às origens" no que diz respeito aos pães, de fermentação natural, casca dura.

"A forma de consumo mudou, a gente tem prestado atenção na mente dos jovens para entender as tendências, os gostos deles e o que eles vão exigir da gente para adequarmos os serviços para esta geração. Eles não querem mais qualquer produto, eles já pensam em alimentos sustentáveis e saudáveis", explica a empresária.

A especialista acrescenta que os clientes têm optado mais pelos pães "fermentação natural, e mais saboroso". Além disso, as panificadoras estão ampliando as suas linhas de produtos (incluindo, por exemplo, venda de pizza, sopas, caldos, sanduíches e até almoços) e até nas entregas às residências, pela forma de delivery.