Salvador

Passageiro é morto a tiros dentro de ônibus no Engenho Velho da Federação

O crime aconteceu por volta das 17h20

Gil Santos e Carol Neves (redacao@correio24horas.com.br)
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Um homem foi executado dentro de um ônibus na rua Apolinário Santana, Engenho Velho da Federação, no final da tarde desta quinta-feira (11). A vítima, ainda não identificada, estava sentada na parte da frente do coletivo, nas cadeiras preferenciais. O ônibus fazia linha Engenho Velho-Nazaré e parou em um ponto perto do posto Shell quando quatro homens em duas motos chegaram, subiram no ônibus e atiraram contra o passageiro. Não houve outros feridos.O motorista do ônibus contou aos policiais no local que um homem armado entrou no coletivo procurando por alguém. A vítima virou o rosto, tentando evitar identificação, e o suspeito começou a descer do coletivo, mas viu o pé do rapaz e voltou a subir. "Ele está aqui", teria gritado o suspeito. Depois que os suspeitos atiraram, fugiram de moto.
(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)
Segundo nota da Polícia Militar, a vítima estava sendo perseguida pelos quatro homens armados e entrou no ônibus para tentar se esconder, mas foi alcançado e executado.O morto ainda não foi identificado. Policiais militares foram até o local e isolaram o ônibus, que continua no local. O corpo também aguarda remoção. O crime aconteceu por volta das 17h20. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).O diretor de imprensa do Sindicato dos Rodoviários, Daniel Mota, diz que o local onde o crime aconteceu é um dos "pontos críticos" da cidade para a categoria. "É um local considerado perigoso pela categoria. Já queimaram ônibus nesse bairro", relembra Mota. "A gente é surpreendido depois de um Carnaval com 1,5 milhão de pessoas circulando sem ocorrências graves nos ônibus, 24h depois do fim da festa a gente é deparado com essa notícia impactante. Matar alguém dentro de ônibus. Os rodoviários estão em pânico", diz. "Vamos em um primeiro momento cuidar desses dois profissionais impactos com a cena. E pedir policiamento, pedir reforço".
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