Salvador

Rodoviários liberam as vias e trânsito começa a fluir em Salvador

Categoria promete participar das manifestações que vão acontecer no Campo Grande à tarde

Redação Correio 24h
- Atualizada em

Após uma manhã de congestionamentos em virtude das manifestações da greve geral, as vias começaram a ser liberadas em Salvador no final da manhã desta sexta-feira (30). Os rodoviários liberaram as vias em frente ao Shopping da Bahia por volta das 11h30. De acordo com a Transalvador, o trânsito começa a fluir na região. O trânsito também foi liberado na região da rodoviária.

Foto: Reprodução/Hieros Vasconcelos

De tarde, os rodoviários prometem participar das manifestações que vão acontecer no Campo Grande, a partir das 15h. A categoria vai participar fazendo filas de ônibus do Campo Grande à Praça Castro Alves.

Durante a manhã, os congestionamentos chegaram a 62 km nas vias da cidade, segundo a Transalvador. Os trechos que tiveram maiores filas de carros foram as avenidas Luis Eduardo Magalhães e Paralela.

Até que as manifestações fossem encerradas, a Transalvador fez desvios no trânsito para reduzir o impacto no trânsito. Os desvios foram na Avenida ACM (Hiper Posto) para a Avenida Paulo VI (Pituba); nas avenidas Paralela para Luís Eduardo Magalhães, sentido BR-324;  Luís Eduardo Magalhães, sentido aralela (centro), para a Paralela, sentido aeroporto; Bonocô para a Av. Luís Eduardo; Rótula do Abacaxi, sentido ACM, para os sentidos Bonocô, Barros Reis e Ladeira do Cabula; e Avenida Sete de Setembro para o Politeama.

De acordo com o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, os desvios ajudaram a reduzir o impacto das manifestações no trânsito. "Neste tipo de ocorrência fica muito clara a operação da Transalvador, ao promover os desvios em pontos estratégicos, que evitam que as manifestações tenham um volume maior e atinja maiores áreas. A Transalvador se organizou cedo e conseguiu um bom resultado ao final das manifestações", afirmou. 

Greve Geral

As centrais sindicais e movimentos sociais convocaram para hoje uma nova greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista. Esta é a segunda greve geral nacional. A primeira ocorreu no dia 28 de abril, quando os trabalhadores de várias categorias pararam em diversas cidades do país. Na ocasião, houve bloqueio de vias e rodovias e confronto entre policiais e manifestantes.

Foto: Reprodução/Hieros Vasconcelos

De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, as reformas propostas pelo governo federal trazem riscos trabalhadores e para o país. “Não vai ter geração de emprego, vai ter bico institucionalizado. Vai ser o fim do emprego formal, que garante direitos conquistados, como férias e décimo terceiro salário”, diz Freitas. 

Na última quarta-feira (28), houve aprovação do parecer favorável à reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. 

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, diz que a ideia do movimento é tentar pressionar o Congresso Nacional para ampliar a negociação sobre as reformas. “As paralisações e manifestações são os instrumentos que estamos usando para pressionar e ter uma negociação mais séria em Brasília que não leve a um prejuízo aos trabalhadores”, diz.

O governo federal argumenta que as reformas são necessárias para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro e a geração de postos de trabalho, no momento em que o país vive uma crise econômica.

O argumento é que, sem a aprovação da reforma da Previdência, a dívida pública brasileira entre em "rota insustentável" e pode “quebrar” o país”, como disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Sobre a reforma trabalhista, o governo afirma que a proposta moderniza a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943. E que as novas regras, como a que define que o acordo firmado entre patrão e empregado terá mais força que a lei, estimulará mais contratações.