Salvador

Sargento da Rondesp executado em apartamento é enterrado em Salvador

O PM foi morto com dois tiros dentro de seu apartamento, no Condomínio Arvoredo, no bairro de Tancredo Neves, na manhã de ontem

Redação CORREIO (redacao@correio24horas.com.br)
PMs participaram de sepultamento nesta sexta

Dezenas de membros das Polícia Militar, além de amigos e familiares, acompanharam o sepultamento do corpo do sargento Fábio Nascimento Cintra, de 36 anos, no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, na manhã desta sexta-feira (11).


O PM foi morto com dois tiros dentro de seu apartamento, à beira da cama, no Condomínio Arvoredo, no bairro de Tancredo Neves, na manhã de ontem. Sua companheira, Cleide Souza Cintra, 36 anos, com quem era casado havia dois anos, estava no apartamento com o filho de 7 anos no momento do crime e é considerada pela polícia a principal suspeita do crime.


Em depoimento, a viúva apresentou três versões para o assassinato. “Primeiro ela disse que um homem subiu na grade do apartamento e rendeu ela e o filho, mandando  abrir a porta. Quando abriu, um outro homem teria invadido o imóvel”, contou o delegado Márcio Allan de Oliveira Assunção, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).


Em outra versão, Cleide disse que um homem entrou na casa pela porta da frente e invadiu o  quarto. “Depois ela disse que um homem entrou pela janela do apartamento e matou o policial. Mas, o imóvel tem grades”.


Culpa
O delegado disse que a mulher de Fábio, que é filha de um coronel da reserva do Exército, ficará detida até que sejam concluídos os exames que vão indicar se foi ela que deflagrou os disparos. “Tudo leva a crer que as circunstâncias do crime aconteceram com as pessoas que estavam dentro do apartamento, o casal e a criança”, explicou.



Esposa da vítima, Cleide foi autuada em flagrante por homicídio.
Polícia considera ela principal suspeita da morte de sargento da Rondesp



Ação
O tenente-coronel da Rondesp/ Central, Jorge Sturaro,  informou que, além das contradições, a viúva não conseguiu explicar por que demorou  para pedir ajuda. “Os estampidos foram ouvidos, às 6h, por uma policial  que mora no prédio e outro policial que reside na vizinhança. Mas ela  só pediu ajuda aos vizinhos por volta das 9h. Ela não soube dizer por que demorou tanto para pedir socorro”, disse.


O delegado disse que a viúva teria dito que os assassinos teriam prendido ela e o filho em um dos quartos do imóvel. “Ela só não conseguiu explicar por que não gritou por socorro”, destacou.


O marido da policial que ouviu os tiros foi a primeira pessoa procurada pela viúva. “O filho dela chegou lá em casa e falou que a mãe estava me chamando porque teriam machucado o pai dele. Quando cheguei no apartamento deles já encontrei o Fábio morto”, contou o vizinho.


O menino, que é fruto do primeiro relacionamento de Cleide, era criado por Fábio como filho. “Quando ela se juntou com Fábio, o menino era muito peralta, mas depois ele ficou muito educado. Ele  conheceu Cleide no Arvoredo, onde ela morava”, contou.


Agressões As investigações indicam que o casal não vivia em paz conjugal. Cartas encontradas ontem no carro do PM indicaram que alguém estava se correspondendo com Cleide  com intuitos amorosos. “Quero muito conhecer você”, dizia uma das cartas. Outras cartas encontradas  tinham indícios de ameaças à vida do PM. “Como essas cartas estavam no carro do PM, ele tinha conhecimento do conteúdo. Isso pode ter sido motivo de conflito entre o casal”, destacou o delegado.


Um ex-cunhado do sargento informou, na 11ª Delegacia Territorial, em Tancredo Neves, que o casal tinha um histórico de brigas. “Sabíamos que mais cedo ou mais tarde isso não acabaria bem”.


Anteontem, segundo vizinhos, o casal teria se desentendido. “Ela disse que um homem entrou na casa dela enquanto o policial estava trabalhando e tentado fazer sexo com ela e a agredido. Quando Fábio chegou eles discutiram porque ela demorou a pedir ajuda”, relatou um vizinho.