Salvador

'Tenho certeza que ela será absolvida', diz ex-advogado de Kátia Vargas

Vivaldo Amaral defendeu médica nos 15 dias que duraram o inquérito policial

Bruno Wendel, do Correio 24h

O ex-advogado de Kátia Vargas, o criminalista Vivaldo Amaral acredita com “veemência” que Kátia Vargas será inocentada. “Não há uma vírgula de prova que ela causou a morte dos jovens. Tenho certeza absoluta que ela será absolvida”, declarou Vivaldo ao CORREIO, na manhã desta terça-feira (5).

Foto: Evandro Veiga/Arquivo CORREIO
O ex-advogado de Kátia Vargas, o criminalista Vivaldo Amaral acredita com “veemência” que Kátia Vargas será inocentada. “Não há uma vírgula de prova que ela causou a morte dos jovens. Tenho certeza absoluta que ela será absolvida”, declarou Vivaldo ao CORREIO, na manhã desta terça-feira (5).

“Se o júri prestar atenção no que for falado pela defesa, se os advogados da doutora tiverem tranquilidade para passar todas as informações dos autos, e, principalmente, os jurados tiverem lido os autos, o resultado não será outro”, complementa Vivaldo, que acompanha o julgamento, que acontece nesse momento no Fórum Ruy Barbosa. 

Segundo ele, os jurados tiveram acesso a um relatório da Justiça com os argumentos da defesa e da acusação. “É um resumo contendo os principais documentos, como a denúncia, todos os depoimentos produzidos pelas testemunhas de acusação e defesa, as perícias realizadas e, principalmente, o depoimento da acusada”, explica Vivaldo. 

O criminalista disse também como será a estratégia da defesa e que faria o mesmo se ainda estivesse no caso. “Eles vão negar a autoria e eu não faria diferente se estivesse no lugar deles. Eles vão justificar que ela não saiu de casa pensando em matar ninguém, que em nenhum momento houve toque do carro dela com o veículo das vítimas, que ela não prestou socorro porque também foi vítima no acidente. Se eu ainda fosse advogado de Kátia Vargas adotaria a mesma linha”, declara Vivaldo. 

Vivaldo Amaral foi defensor de Kátia Vargas nos 15 dias que duraram o inquérito policial. Questionado o por quê de ter deixado o caso, ele respondeu: “É uma questão de ética profissional, mas sou amigo da família até hoje e com muita honra”, diz.