Salvador

“Eles vão ter que pagar”, diz irmão de gari baleado

Bruno furou blitz por estar com documento vencido e não ter dinheiro para retirar a moto

Redação iBahia
17/05/2016 às 10h57

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Familiares do gari Bruno Conceição, 25 anos, baleado durante uma blitz realizada da Guarda Municipal, na avenida Bonocô, reprovaram a atitude dos guardas.  “Eles trataram meu irmão muito mal, como se fosse um marginal. Eles não poderiam ter atirado em um pai de família”, disse o irmão dele, o promotor de vendas Alzemir Santos.

“Ele está aqui com o braço pendurado, morrendo de dor, pensando nos filhos. Eles vão ter que pagar, não era para ter baleado em um pai de família, com a intenção de matar, isso não é o trabalho de guarda municipal”, criticou Alzenir.
A mãe de Bruno, a cozinheira Maria Isabel Conceição, 50, também não se conforma com a ação da Guarda. “Eles podiam ter matado meu filho. Como é que eu ia ficar?”, afirmou ao CORREIO, enquanto aguarda, emocionada, o início da cirurgia pela qual o filho vai passar no Hospital Geral do Estado (HGE).

Bruno tinha acabado de deixar o trabalho e ia para casa quando passou pela blitz. Como estava com a documentação da moto em atraso, ele furou o bloqueio da Guarda Municipal, com medo de ter a moto apreendida. Bruno trabalha como gari no bairro da Barra, pela empresa Revita, segundo os parentes.

Segundo o irmão, quando Bruno avançou a blitz, os guardas municipais começaram a atirar.  “Ele estava com a farda ainda e de capacete, e quando ele seguiu com a moto, atiraram nele. Ele parou quando o braço não reagiu mais, depois que ele foi atingido”, contou. O medo de Bruno era não ter dinheiro para retirar a moto após a apreensão. A moto e a documentação de Bruno foram apreendidas. Ele foi socorrido por uma viatura da Guarda, para o HGE, onde ainda aguarda para fazer uma cirurgia. A Guarda Municipal foi procurada e informou que vai se posicionar através de nota.

Correio24horas