Saúde

Amiga da balança: conheça os benefícios de uma dieta rica em proteína

Segundo o médico José Carlos Souto, uma combinação de dieta que envolva alta fonte proteica com baixa fonte de carboidratos tem melhores efeitos no organismo do que uma dieta de redução de gordura

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br )

Quer perder gordura? Quer reduzir o colesterol ruim e diminuir a pressão arterial? Se respondeu sim a uma dessas perguntas, uma dieta rica em proteínas pode ser a solução. A recomendação da a Associação Brasileira Low Carb (ABLC)  recomenda investir em uma baseada em alimentos naturais (peixe, carne, ovos e vegetais), eliminando alimentos industrializados (com açúcar e gordura artificial). 

Segundo o médico, diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto, uma combinação de dieta que envolva alta fonte proteica com baixa fonte de carboidratos tem melhores efeitos no organismo humano do que uma dieta de redução de gordura (low fat), por exemplo. "Um grande número de ensaios clínicos randomizados fizeram essa comparação e descobriram que dietas de alta proteína e baixo carboidrato tem um efeito mais favorável em relação à perda de peso, composição corporal, taxa metabólica em repouso e risco cardiovascular", afirma.

O que faz com que a proteína seja tão benéfica para perder peso (gordura) e, consequentemente, manter-se saudável é a relação estabelecida com a energia obtida por meio do carboidrato e da gordura dentro do alimento. "Pela ecologia nutricional, sabemos que quanto maior a relação proteína e energia de uma alimentação, menor o consumo calórico diário e quanto menor essa relação, maior o consumo de calorias por dia", explica o médico endocrinologista, diretor científico de Medicina da ABLC, Rodrigo Bomeny.

O emagrecimento só ocorre quando há o deficit calórico, mas, segundo Bomeny, com uma dieta que priorize proteínas, essa perda de calorias é mais sustentável. "Isto porque os alimentos com mais proteínas por caloria são também os que apresentam maior quantidade de nutrientes por caloria", argumenta. Ao ingerir alimentos mais densos nutricionalmente, a tendência é que se fique saciado de um modo mais eficiente. Dessa maneira, a pessoa passa a comer menos, com naturalidade, e começa a gastar a gordura acumulada.

O médico endocrinologista alerta, porém, para que se preste atenção na quantidade de proteína de cada alimento.  "Não confunda o peso do alimento com a quantidade de proteína. Por exemplo, 100 gramas de carne tem aproximadamente 25 g de proteína. Já um ovo tem apenas 7 g", destaca. Além de auxiliar na perda de massa gorda (gordura), uma dieta com maior ingestão de proteínas contribui para a manutenção de massa magra (músculos).