Saúde

Conheça a constelação familiar: terapia breve que traz revelações

Técnica vem sendo usada para mediar conflitos no judiciário e traz revelações para quem usa

Agência O Globo

Analisar as relações familiares e como isso influencia nas vidas das pessoas para buscar soluções é o objetivo da constelação familiar. A técnica se baseia nos princípios da terapia sistêmica, que trabalha com a ideia de que quando alguém tem um conflito, deve-se buscar entender essa questão dentro do sistema do qual ele faz parte. A técnica vem sendo usada para mediar conflitos no judiciário e traz revelações para quem usa.


"É um processo terapêutico breve (apenas uma sessão) para trabalhar uma questão específica. No atendimento individual, o terapeuta utiliza recursos, como bonecos, para representar elementos da família do cliente (pai, mãe, irmão). Em grupo, convidamos pessoas ali presentes, que o próprio cliente pode levar, para desempenharem esses papéis", explica Maria José Saporski, que trabalha com constelação, terapia individual e organiza cursos.

Montar o sistema familiar é como um palco de teatro, onde aspectos da vida familiar do cliente são reproduzidos — e sentidos. A partir dali, terapeuta e cliente visualizam questões de um ponto de vista mais amplo. Ao se enxergar naquele que representa seu papel, o cliente pode se dar conta de um problema de identificação, algo mal resolvido na família que o atinge.

"Ali, você vê suas vontades, medos. Quando entende onde se inciou tudo, começa o processo de cura. Tira um peso das costas. Mas é preciso estar maduro para ver o que o campo revela, sua história", observa a psicoterapeuta Aline Gomes, que se especializou no tema e hoje promove encontros mensais.

É comum ainda que se perceba que a hierarquia familiar está fora do lugar, como um filho desempenhando funções do pai e vice versa. A constelação busca equilibrar as relações, repeitando os papéis.

"Não é para curiosidade, mas para curar algo que incomoda e que não se consegue solucionar. São destinos muito fortes que atuam no presente", diz Maria José.