Saúde

Cuidado e segurança: como manter o tratamento contra o câncer durante a pandemia

Mais de 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer durante a pandemia do novo coronavírus

Especial de Conteúdo
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Com a pandemia do novo coronavírus, a rotina da maioria das pessoas foi modificada. O que antes era corriqueiro e natural, precisou ser pausado ou adiado. No entanto, algumas situações não podem esperar, como o tratamento de um câncer. Diante dessa situação, muitos pacientes ficaram na dúvida do que fazer e deixaram de consultar o profissional médico. 

De acordo com o uma pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia, realizada entre 29 de março e 10 de maio, 43% dos pacientes oncológicos entrevistaram tiveram seus tratamentos impactados pela pandemia. 

Entre os impactados, 15% afirmaram que seus tratamentos tinham sido adiados. Dez por cento relataram que não conseguiam agendar consultas, e 6% que seus tratamentos haviam sido cancelados, sem previsão de retorno. Os 12% restantes relataram diferentes efeito da pandemia sobre suas rotinas.

Manutenção do tratamento

Além do estudo apresentado pelo Oncoguia, de acordo com as Sociedades Brasileiras de de Patologia e de Cirurgia Oncológica, mais de 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer.  

O medo do novo coronavírus fez com que pacientes desmarcassem consultas e procedimentos não urgentes, além da recusa de procurar hospitais. 

No entanto, apesar da pandemia, médicos oncologistas e pacientes oncológicos precisam manter o tratamento. Um documento elaborado pela Sociedade Brasileira de Mastologia traz uma série de recomendações aos hospitais para que separem as áreas de atendimento para pacientes com suspeita de Covid-19 dos demais e, assim, garantir a segurança dos procedimentos quando necessário. 

É o que foi feito no Hospital Santa Izabel, da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, em Salvador. Para evitar o risco de contaminação, O Hospital criou fluxo separado e diferenciado para pacientes com e sem sintomas gripais, segue protocolos internacionais de segurança e qualidade e reforçou a higienização e o uso rotineiro de equipamentos de proteção individual, dentre outras medidas implementadas.

“Temos alertado e orientado as pessoas sobre a importância de nunca deixarem de se cuidar. A atenção para que a doença seja detectada precocemente não pode ser descuidada, pois quanto mais cedo bem tratada, melhor”, afirmou.