Saúde

Dermatologista explica como o estresse da quarentena pode afetar a pele

Segundo a especialista, esses fatores podem causar problemas como acne, dermatite atópica, vitiligo, urticaria, entre outras inflamações

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br )

Com a pandemia da Covid-19, a vida das pessoas mudou completamente em vários aspectos. Excesso de preocupações, estresses e o medo estão cada vez mais presente na rotina e isso pode ser muito prejudicial, principalmente pela pele. 

A dermatologista Naraiana Nunes, da Clínica Osmilto Brandão, explica que são várias as formas pelas quais o estresse pode afetar a todos. “Com o estresse há um aumento de inflamação e de radicais livres, também havendo envolvimento de hormônios como o cortisol e de neurotransmissores”, afirma.

Segundo a especialista, esses fatores podem causar problemas como acne, dermatite atópica, vitiligo, urticaria, entre outras inflamações.  

Enquanto a acne aparece por meio das tão conhecidas espinhas, cravos e caroços, as demais inflamações provocam outros sintomas a serem observados.  A dermatite causa vermelhidão, coceiras e até mesmo bolhas. Outras condições pioradas ou causadas pelo estresse são o vitiligo, que leva à despigmentação da pele em áreas especificas, e a urticária, reação alérgica que pode aparecer por meio de vergões na pele. Entretanto, para ter certeza que o estresse é a causa raiz desses problemas é necessário consultar um dermatologista.  

Durante o tratamento ou prevenção, é importante manter uma rotina de cuidados específicos para o seu tipo de pele, seguindo as orientações de um dermatologista.  Além disso, atividades que promovem bem-estar e saúde, como a prática de exercícios físicos, meditações e técnicas respiratórias também são grandes aliados na melhoria dos efeitos do estresse.  

Ainda segundo a médica, o autoconhecimento é fundamental nesse processo. “Reconhecer os próprios gatilhos para o estresse pode ajudar a sanar esse desequilíbrio”, finaliza Naraiana, destacando a importância da prevenção.