Saúde

Doenças de pele: estresse e fatores emocionais podem ser o problema; entenda

Liberação do hormônio cortisol, produzido em momentos de estresse, também pode repercutir na pele, através do processo inflamatório que ele provoca a longo prazo

Revista ABM

Embora, muitas vezes, a predisposição genética possa gerar sintomas de alergia emocional, estudos dermatológicos apontam que 30% dos problemas de pele são desencadeados роr fatores psicológicos e emocionais que fazem o sistema imunológico reagir para tentar proteger o corpo do estresse.

A liberação do hormônio cortisol, produzido em momentos de estresse, também pode repercutir na pele, através do processo inflamatório que ele provoca a longo prazo. Além do estresse, ansiedade, depressão e baixa autoestima podem estar associados à manifestação ou agravamento de problemas como acne, vitiligo, psoríase, dermatite atópica, rosácea e herpes.

Sintomas da alergia emocional

• Irritação na pele

• Coceira intensa

• Vermelhidão ou ardência

• Manchas vermelhas em alto relevo, conhecidas como urticárias

• Falta de ar

• Insônia

Foto: reprodução / Revista ABM

As doenças de pele mais comuns associadas a fatores emocionais são:  

Dermatite Atópica: causa lesões avermelhadas na pele que coçam muito e podem descamar. Pode também estar relacionada à bronquite, asma e rinite. Estresse e tensão emocional, além de frio intenso, ambientes muito secos, tecidos de lã, calor e transpiração são gatilhos das crises.

Psoríase: é uma doença inflamatória crônica caracterizada por escamas e manchas secas, que geralmente se formam nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Em 30% dos casos, é provocada por fator genético, mas é agravada por estresse, exposição ao frio e bebida alcoólica.

Urticária: doença de irritação cutânea que pode surgir de repente em qualquer região do corpo. Pode ser aguda, quando dura menos de 6 semanas, ou crônica, quando pode durar meses ou anos. O estresse não é a causa principal da urticária, mas pode piorar os sintomas.

Vitiligo: o estresse é um fator comum em pacientes com vitiligo, podendo desencadear o início da doença caso a pessoa já tenha predisposição genética. O vitiligo é a redução, ou falta de melanina (pigmento que dá cor à pele) em diversas regiões do corpo, onde surgem manchas brancas.

Tratamento

O tratamento deve ser recomendado por um dermatologista e, geralmente, consiste no uso de medicamento antialérgico para aliviar a coceira e a vermelhidão da pele, podendo até ser recomendado a utilização de corticoides, oral ou pomada, se as reações da alergia durarem mais de duas semanas e forem muito fortes.

Para auxiliar no tratamento, e ter melhores resultados, o médico pode recomendar remédios para diminuir a ansiedade e o estresse, assim como a indicação de sessões de psicoterapia e prática de terapias holísticas. 

Dicas para se proteger de doenças emocionais

• Aprenda a controlar o estresse, adotando uma vida equilibrada e saudável. Medo, tristeza, raiva, culpa, mágoa, frustração e sentimento de rejeição, ocupam espaços no corpo físico e mental. Quando se acumulam, o corpo encontra formas de manifestar os problemas por meio de doenças;

• Manter uma prática meditativa e atividades de lazer pode ajudar a reduzir os fatores que geram o estresse. Existem inúmeras opções de atividade, desde atividade física até terapêuticas.

• É importante procurar ajuda especializada quando alguns sintomas surgirem, sinalizando que alguma coisa não está bem. Cada caso necessita de uma orientação adequada, que pode exigir não apenas tratamento com dermatologista, mas ajuda psicoterapêutica.

Fontes consultadas: Soc. Bras. de Inteligência Emocional; Ministério da Saúde e Tua Saúde