Saúde

Entenda como o acesso à informação ajuda no combate ao câncer de mama

Doença deve atingir 66 mil mulheres brasileiras até 2022

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Outubro é o mês de prevenção e conscientização do câncer de mama há algum tempo. E a busca pela informação pode ser um importante trunfo na luta contra a doença, que deve atingir 66 mil mulheres no Brasil até 2022, segundo avaliação do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Isso porque as chances de cura aumentam bastante se o diagnóstico for feito cedo. Segundo dados do Estudo Amazona, entre as brasileiras o câncer de mama tem maior risco de ser diagnosticado em estágio avançado, compreendendo 75% das mulheres. De acordo com a médica Adriana Monteiro, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, da clínica Iluminare, a falta de conhecimento sobre a doença reflete na incidência crescente do câncer entre as mulheres para 2020.

“Quando uma mulher consegue palpar na mama um nódulo através do autoexame, muitas vezes esse nódulo já tem mais de 1 ou 2 centímetros. Acontece então que essa identificação faz com que o diagnostico seja tardio, a cirurgia mais tardia ainda e os tratamentos mais difíceis. Boa parte do câncer de mama, cerca de 90%, não tem apenas causas genéticas, mas também comportamentais; ou seja, ligadas a fatores como o fumo, sedentarismo, alto consumo de carboidratos, estresse e sono desregulado. Para que a gente possa ajudar mais mulheres, precisamos estar sempre informando sobre fatores de risco, cuidados e a importância da visita regular ao médico”, explica Dra. Adriana.

Segundo Adriana, procurar informar e conscientizar mais mulheres para hábitos saudáveis e que zelem pela saúde individual são indispensáveis no combate ao câncer de mama. “É muito importante estreitar relações com os pacientes nas mídias sociais, pois cada conteúdo que eles compartilham atinge ainda mais o público-alvo que necessita de experiências e recomendações profissionais. Claro, o desafio não é só passar esse conteúdo, mas também orientar e solucionar dúvidas encaminhadas nos comentários e directs”, explica Priscyla Caldas, especialista em marketing e comunicação digital.