Saúde

Especialista alerta para relação entre atividade física e incontinência urinária

A doença é mais comum entre as mulheres, em geral, decorrente de partos e gestações que lesaram os músculos; ou de alguma prática esportiva

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br )

A atividade física pode ser uma grande aliada para quem sofre de incontinência urinária, ou perda involuntária de xixi, desde que feitas da maneira correta e planejada por um profissional de educação física. Mas, se as atividades sobrecarregam a região da bexiga, pode resultar em uma incontinência urinária de esforço - escapes de urina surgem quando a pessoa tosse, espirra ou carrega algum peso. 

A incontinência urinária é mais comum entre as mulheres, em geral, decorrente de partos e gestações que lesaram os músculos; ou de alguma prática esportiva.  O assoalho pélvico é formado por um grupo de músculos de controle voluntário, localizados na parte inferior da bacia (entre as coxas) e com a função de sustentar os órgãos internos. A musculatura pode ser exercitada. Entretanto, em casos exagerados com esforço excessivo, pode se tornar mais flácida e enfraquecer; problema que não tem reversão e afeta outros órgãos, como por exemplo, a bexiga. "Em excesso, a atividade física lesiona o assoalho pélvico, e a rede de músculos que sustenta a bexiga", explica Guilherme Reis, Coordenador Geral da Rede Alpha Fitness.  

A doença pode ter tratamentos diferentes.  Uma abordagem individualizada e interdisciplinar entre a medicina, fisioterapia e educação física, terá diversas maneiras para tratar, com frentes comportamentais, como por exemplo, perda de peso, treinos para a bexiga, exercícios para fortalecer a musculatura pélvica; medicamentosas e, em casos mais graves, cirurgia. "Depois de um período de recuperação, é recomendado retornar para a academia e realizar treinos com número de séries, repetições e evolução progressiva, como na musculação convencional", acrescenta Guilherme.