Saúde

Higiene correta: saiba os riscos de fazer 'coquetéis' de limpeza

Especialista explica que é preciso ter cuidado com essa atitude, pois pode resultar em produtos nocivos

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Para combater o avanço do novo coronavírus, o uso de produtos de limpeza para higienizar superfícies é essencial. E para potencializar o efeito da faxina, muitas pessoas têm feito misturas de diversos itens. Porém é preciso ter cuidado com essa atitude, pois pode resultar em produtos nocivos que acarretam uma intoxicação. 

A farmacêutica e sócia-fundadora da Singular Pharma, Edza Brasil, chama a atenção para os "coquetéis" de limpeza mais perigosos. "É preciso estar atento especialmente às misturas de produtos que exalam cheiro forte, como a água sanitária e o ácido muriático, por exemplo", comenta Edza.

O ácido muriático é uma substância muito utilizada no Brasil para limpeza de pisos e azulejos. Mas a reação dessa mistura libera um gás que pode levar a intoxicação, causar queimaduras e até mesmo provocar uma explosão. Além disso, é preciso tomar cuidados especiais quando se trata de gases. Ao fazer uma mistura que resulta em liberação de gás, a pessoa pode nem perceber no momento que está se intoxicando pois nem todo gás exala cheiro. 

Edza explica que para o uso doméstico, o mais indicado é sempre água e sabão. No entanto, o alvejante é mais eficaz para eliminar germes e não deixa o ambiente escorregadio, o que pode ocasionar acidentes. “A água sanitária é um material que sozinho garante a higiene e desinfecção de um ambiente, não tendo a necessidade de ser adicionada à outras soluções”, afirma Edza.

Outra mistura que se tornou bastante popular, especialmente para a eliminação de fungos, foi o vinagre (ácido acético) com bicarbonato de sódio. Para Edza, eles podem ser usados juntos, já que apesar de fazer uma espuma na hora, não possuem risco de explosão, no caso do vinagre de uso domiciliar, que tem baixa concentração.

Já com uso de ácido acético em concentração maior, essa mistura pode levar a queimaduras. “Queimadura química é pior que a de fogo, pois tem uma profundidade maior, fora o risco de intoxicação, que pode levar a morte”, elucida.  

Edza também comenta sobra uma noção popular de que quanto mais espuma uma substância faz, mais ela limpa. “Pelo contrário, a espuma é apenas uma forma de apresentação do produto. Ela não tem a função de limpar”, diz.

Além disso, ela aconselha que, ao usar um material de limpeza pela primeira vez é preciso estar atento às informações contidas no rótulo, pois “é lá que vão estar todas as orientações para uso, se o produto é corrosivo, se tem risco de explosão e não usar aleatoriamente".