Saúde

Não consegue gozar? Especialista explica melhor forma de resolver problemas sexuais

Tatielle Teixeira também reforçou que as mulheres costumam demorar mais para alcançar o clímax, mas em contrapartida, o estado de êxtase é mais prolongado que o masculino

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br )

Tem dificuldade de alcançar o orgasmo? Calma, você não está sozinho (a) nessa. De acordo com um um estudo recente da escola Prazerela, apenas 36% das mulheres conseguem ter um orgasmo durante o sexo. A razão disso pode ser associada a fatores emocionais diversos como estresse e desempenho do parceiro (a).   

 

A ginecologista e especialista em sexologia, Tatielle Teixeira Lemos,  do Órion Complex, conta que não há uma receita pronta para o prazer e que é uma questão de autoconhecimento. “Para chegar ao orgasmo é importante se tocar, prestar atenção à sua área genital, se permitir sentir prazer. É preciso se soltar, abrir a mente para para atividades como masturbação, lubrificantes, fantasias eróticas e entender onde são as áreas erógenas do corpo”. 

A especialista também reforçou que as mulheres costumam demorar mais para alcançar o clímax, mas em contrapartida, o estado de êxtase é mais prolongado que o masculino. As mulheres ainda podem ter orgasmos múltiplos, que são picos de prazer que ocorrem em sequência, um imediatamente após o outro, sem interrupção. 

“O orgasmo feminino é muito complexo e não apresenta somente um padrão. Pode ocorrer um único e intenso orgasmo, vários orgasmos de menor intensidade ou uma união dessas duas variações. É também comum a mulher confundir a sensação prazerosa após o coito como se estivesse experimentando novos orgasmos”. 

Tatielle reforçou que ter um orgasmo ou orgasmos múltiplos não tem nada a ver com sentir mais ou menos prazer. Com relação aos homens, a especialista explica que os homens se excitam e gozam mais rápido, mas precisam de mais tempo para se recuperar. 

Sobre as sensações, a médica também garante que não há uma receita de bolo e que varia de pessoa para pessoa. “Em algumas pessoas pode ser mais sutil, mas não menos prazerosa”, acrescentou Tatielle. Essas sensações vão desde  contrações involuntárias dos músculos pélvicos, aumento da frequência cardíaca, alteração na temperatura corporal, arrepios e em seguida, já no fim, um  bem estar e relaxamento. 

O tempo médio para atingir o orgasmo é de mais ou menos 8 minutos, mas há quem demore de 10 a 20 minutos. As sensações podem durar de  6 a 10 segundos, porém segundo Tatielle, algumas mulheres podem gozar por até 20 segundos. “O segredo é se entregar e não ficar pensando muito”. 

Saúde sexual 

A especialista também alertou para existência de doenças que afetam o desempenho sexual das mulheres, como a Anorgasmia (ausência recorrente ou persistente do orgasmo). O tratamento depende da causa, podendo variar de reposição hormonal, mudança na dieta alimentar e terapias sexuais. 

 

Outra doença curiosa é o Transtorno da Excitação Genital Persistente, uma excitação genital involuntária, que leva o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais e aumento das secreções, sem nenhuma relação à atividade sexual. Os tratamentos também envolvem terapia sexual específica.