Saúde

Nutricionista alerta que não existe vilão da dieta e traz dicas de como comer bem

Segundo a nutricionista Maria Julia Coto, alimentos industrializados podem e devem fazer parte da sua dieta

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Quer investir em uma alimentação saudável? Você pode fazer isso sem abrir mão de nenhum alimento. Uma boa alimentação está relacionada à ingestão equilibrada dos nutrientes necessários para suprir nossas demandas diárias. O biscoito recheado, a macarronada ou o sanduíche não precisam ser cortados completamente das suas refeições. 

De acordo com a nutricionista Maria Julia Coto, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), os benefícios de uma alimentação saudável não vêm de componentes isolados. "É a combinação de nutrientes de uma refeição, portanto, não podemos ‘vilanizar’ e excluir nenhum alimento específico", explica.

A especialista garante que o essencial é comer de forma equilibrada. Dessa forma, é possível garantir o bom funcionamento do corpo e da alma, além de contribuir para prevenção de algumas enfermidades, como obesidade, doenças do coração e pressão alta.

Não precisa excluir nenhum alimento | Foto: reprodução / Pixabay

Não existe vilão ou mocinho da dieta 

Se considerarmos o Guia Alimentar, documento oficial do Ministério da Saúde, que aborda os princípios e recomendações de uma alimentação adequada e saudável, a classificação atual dos alimentos mantida pelo documento os divide de acordo com seu grau de processamento - divisão que encontra bastante controvérsia no meio científico.

A categoria de ultraprocessado, por exemplo, teria cinco ou mais ingredientes e por isso prejudicaria a saúde e deveria ser evitado em uma dieta saudável. Vale destacar que pesquisas  já mostraram que existem alimentos que são classificados na 'categoria ultraprocessados' e que são feitos industrialmente de forma semelhante a preparações culinárias caseiras, além de não existir nenhuma evidência de que o valor nutricional e a saudabilidade de um alimento estejam relacionados a uma menor quantidade de ingredientes.

De acordo com Claudio Zanão, presidente-executivo da ABIMAPI, o uso dessa definição equivocada para afirmar que os alimentos industrializados são inadequados, condena, de forma genérica, centenas de produtos alimentícios existentes no mercado brasileiro que são lícitos, certificados e aprovados para consumo. "É importante que associemos a industrialização dos alimentos como algo positivo, um processo que veio para melhorar o bem-estar das pessoas, trazendo mais conveniência e segurança para o dia a dia. Além de ressaltar que os determinantes da qualidade da dieta são os tipos e quantidades específicas de alimentos consumidos e não o seu nível de processamento", ressalta. Para acertar nas escolhas, fique atento nas informações dos rótulos. 

ABIMAPI: associação alimentícia que representa 104 empresas, que detêm cerca de 80% do setor e geram mais de 100 mil empregos diretos. Como interlocutora junto ao governo, à mídia, a pesquisadores e às demais entidades, sua missão é fortalecer e consolidar as categorias de biscoito, macarrão, pão e bolo industrializados nos cenários nacional e internacional.