Saúde

Saiba como organizar sua geladeira de maneira prática e funcional

Não faz ideia por onde começar? O iBahia conversou com a especialista Gabriela Nobrega e preparou um verdadeiro "manual" para te ajudar nesta importante tarefa

Maria Beatriz Pacheco* (maria.beatriz@redebahia.com.br)
- Atualizada em

Manter a geladeira organizada é uma questão de saúde, praticidade e economia. De acordo com Gabriela Nobrega, professora de nutrição da Unifacs, o cuidado com este eletrodoméstico é fundamental para livrar as comidas de perigos físicos, químicos e biológicos, além de aumentar a "vida de prateleira" delas, ou seja, evitar desperdícios. Não faz ideia de por onde começar? Fique tranquilo (a), o iBahia conversou com a especialista e preparou um verdadeiro "manual" para te ajudar nesta importante tarefa. Mãos à obra!

Foto: reprodução

1-Antes da geladeira, o "banho"

Com a pandemia do coronavírus, a higienização dos alimentos, que já era importante, tornou-se essencial para manter a residência livre de vírus e bactérias. Por isso, Gabriela recomenda usar um colher de hipoclorito de sódio, mais conhecido como cloro, para 1 L de água  e deixar frutos e vegetais mergulhados na solução por 15 minutos. Além disso, ela também chama a atenção para calcular quanto sua família consome de cada insumo antes das compras, a fim de evitar visitas frequentes ao mercado e também o desperdício. Para mais informações, acesse aqui.

2- Os alimentos já estão limpos. Agora, o que se deve ou não se deve guardar na geladeira?

O Brasil é um país quente e úmido, que por si só, oferece o que microrganismos hospedeiros precisam para sobreviver. Conservar os alimentos na geladeira aumenta a vida útil deles e ajuda a evitar a proliferação de causadores de doenças. De acordo com a especialista, abacaxi, inhame, batata doce, inglesa, folga, alho, abacate e laranja devem ser guardados nela. Já outros, depende do gosto da família, como o mamão, que há quem prefira frio ou quente.

No caso dos alimentos que estragam rápido até mesmo dentro do eletrodoméstico, como o morango e o milho, pode ser aplicada uma tática conhecida branqueamento: processo de conservação que consiste em colocar na água fervente e em seguida esfriar em um recipiente com água gelada antes de congelar.

3- O "X" da questão: como guardá-los na geladeira?

Para serem melhor conservadas, as comidas deverão ser mantidas a uma temperatura entre 0 e 5 graus. Algumas geladeiras duplex resfriam melhor os alimentos nas prateleiras superiores, mais próximas do freezer, onde deverão ser guardados os frios, embutidos e temperos. Nas gavetas, Gabriela indica colocar frutas em saquinhos transparentes, em porções individuais. Já na porta deverão ser guardados os insumos que se adaptam melhor às variações de temperatura, como latinhas, sucos de caixa, ketchup e maioneses. Diferentemente do que muita gente pensa, os ovos devem ser mantidos entre a segunda ou terceira prateleira, e não na porta.

Além disso, a especialista chama atenção para a importância de não colocar os alimentos encostados no fundo da geladeira, pois isso pode estragar tanto ele quanto o eletrodoméstico.



4. E aquelas comidas que "contaminam" os outros com seu cheiro inconfundível. Como evitar que isso aconteça?

Alguns alimentos como a jaca, o pão de alho, o café e a cebola são muito voláteis, e, por isso, acabam por espalhar o cheiro sem a nossa vontade, ainda mais em locais fechados, como a geladeira. "É indicado comprar em porções menores, que serão de fato consumidas e guardá-los em recipientes hermeticamente fechados", aconselhou Gabriela.

5. E o que fazer com o resto do almoço?

Parafraseando uma frase popular: cada  um no seu quadrado, cada alimento no seu recipiente. De acordo com Gabriela, o ideal é manter cada sobra em um pote diferente e jamais misturar alimentos crus com cozidos, a fim de evitar a chamada "contaminação cruzada", que acontece quando microrganismos passam de um alimento contaminado para outro que estava "limpo". Além disso, não se deve jamais guardar alimentos em latas ou panelas na geladeira, mas sim em vidro ou plástico, livre de BPA, composto químico cancerígeno.  

Uma boa pedida é conservá-los em vasilhas transparentes, para que se possa identificar de primeira quais as sobras estão nele e também etiquetar com a data em que foram guardados, para evitar que comidas estragadas contaminem o ambiente.

Fonte: Gabriela Nobrega é nutricionista, graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Ufrn) e mestra em alimentos, nutrição e saúde pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Atualmente, Gabriela é professora de Nutrição da Unifacs, de gastronomia na Ucsal e atua como personal diet.

*Sob supervisão da repórter Lívia Oliveira