Saúde

Síndrome dos Ovários Policísticos: entenda sintomas e o tratamento para a doença

Síndrome é bastante comum e atinge cerca de 10% da população feminina

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Você já ouviu falar na Síndrome dos Ovários Policísticos? Ela é muito frequente nas mulheres em idade reprodutiva, atingindo entre 5 e 10% da população feminina. Apesar de ser comum, a SOP não costuma ter um diagnóstico precoce e muitas mulheres ainda chegam na idade adulta sem saber que possuem a síndrome. 

A doença está associada a anormalidades metabólicas e pode desencadear queda de cabelo, acnes, seborréia, pêlos faciais e oleosidade da pele. Além dos sintomas que podem ser observados no dia a dia, a síndrome ainda pode dificultar a gravidez. 

De acordo com os médicos, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir a manutenção da qualidade de vida e bem-estar da mulher, e pode ser realizado através de exames laboratoriais ou clínicos e ultrassom transvaginal. A ginecologista Dra. Wendy Delmontes a maioria das pacientes com SOP descreve uma experiência de diagnóstico ruim, com longos atrasos e informações de saúde inadequadas. “Por isso a consulta regularmente com um médico de sua confiança se torna tão essencial, para que a mulher não tenha a sua saúde prejudicada”, afirma a médica.  

O tratamento clínico defendido pela ginecologista para as mulheres que não desejam ou não podem usar anticoncepcionais orais combinados inclui a utilização de implantes hormonais, que além de ser um método seguro para tratar doenças ginecológicas, proporciona à mulher mais qualidade de vida. “O implante de Nestorone é a melhor alternativa para essas pacientes pelo controle do hiperandrogenismo. |Ele melhora os sintomas e a disfunção menstrual, reduz o risco de hiperplasia endometria, e ainda tem o efeito contraceptivo, para aquelas que não querem engravidar no momento “, orienta Dr. Wendy. 

Para além do tratamento hormonal, algumas mudanças no estilo de vida ajudam a minimizar os sintomas da síndrome dos ovários policísticos, tais como a prática regular de exercícios para a redução de peso e uma dieta balanceada, com baixo teor de carboidratos. “Essas intervenções comportamentais são importantes não só para emagrecer, mas também para melhorar a resistência à insulina e o hiperandrogenismo, além de trazer benefícios reprodutivos”, conclui a especialista.