Saúde

Só um remedinho? Conheça os riscos da automedicação

Costume, aparentemente inofensivo, pode ocasionar intoxicações

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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7% dos brasileiros tomam remédios por conta própria, sendo que quase metade da população se automedica todo mês e 25% o faz diariamente ou pelo menos uma vez por semana. Os dados são de levantamento realizado em 2019 pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). Mas você sabia que esse costume, aparentemente inofensivo, pode ocasionar intoxicações no organismo?

“O usuário que administra medicamentos indiscriminadamente pode desenvolver um quadro de intoxicação endógena, podendo afetar sistemas importantes do nosso corpo, tais como sistema hepático e renal”, explica Junia Garcia, coordenadora do curso de farmácia da Pitágoras de Teixeira de Freitas (BA).



A especialista conta que os sinais e sintomas da intoxicação dependem do tipo de medicamento ingerido, da forma como foi administrado (via oral, venosa, intramuscular etc) e do local dentro do corpo onde ele se biotransforma – processo através do qual os medicamentos dão origem a outros compostos para serem capazes de promover efeito e serem eliminados pelo organismo.

Junia destaca que mesmo aqueles medicamentos isentos de prescrição médica para serem utilizados (os chamados MIPs) devem ser vistos com cautela. “Isso porque podem interagir com alimentos, outros medicamentos ou substâncias e acabar provocando também uma intoxicação”, alerta.

Para afastar a possibilidade desse problema, a professora afirma que é essencial usar a medicação sob orientação médica ou consultar o farmacêutico no momento da compra. “Esse profissional possui embasamento e qualificação para indicar o melhor medicamento, prestar orientações pertinentes ao uso, tais como, dose, horário, tempo de uso, conservação do medicamento, preparo, efeitos adversos, colaterais e interações medicamentosas”, observa.