Saúde

VSR, doença que acometeu filho de Felipe Andreoli, é um perigo para os bebês

Rocco, de 1 mês, recebeu alta na última quarta-feira e, nas redes sociais, a mãe desabafou e fez um alerta

Agência O Globo
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O vírus sincicial respiratório (VSR) deixou o filho do casal de apresentadores Felipe Andreoli e Rafa Brites internado na UTI de um hospital por seis dias. Rocco, de 1 mês, recebeu alta na última quarta-feira e, nas redes sociais, a mãe desabafou e fez um alerta: “Atenção, papais, redobrem o cuidado nessa época do ano com o VSR. Álcool gel em tudo. Máscara em quem estiver com algum sintoma. Evitar lugares fechados”.

O VSR, que pode atingir crianças e adultos, é sazonal e, nas regiões Sul e Sudeste, a temporada de maior circulação se dá entre os meses de março e julho. Em crianças acima de 2 anos e em adultos saudáveis causa sintomas semelhantes aos de um resfriado, mas pode ser fatal em prematuros ou com fatores de risco associados, como doenças pulmonares e no coração.

"Quem pega uma vez não fica com imunidade para o resto da vida. As infecções subsequentes podem passar como um resfriado comum. Quando acomete bebês saudáveis, dificilmente se hospitaliza. Mas, naqueles que estão no grupo de risco, aumenta em 16 vezes o nível de hospitalização", comenta o médico Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Bronquiolite e pneumonia são as formas mais frequentes de infecção causada por VSR, transmitido pelo contato. A longo prazo, pode causar chiado recorrente no peito.

Imunização para os grupos de risco no SUS

Como o vírus tem sua ação mais perigosa em alguns grupos específicos de bebês, a imunização para estes é fundamental, recomenda Kfouri.

"A imunização contra o VSR é oferecida pelo Sistema Único de Saúde para bebês prematuros nascidos com até 28 semanas de gestação, durante o primeiro ano de vida, assim como para bebês com displasia broncopulmonar e cardiopatias congênitas até os 2 anos", diz o médico.

Não existe um tratamento específico para a infecção por VSR, apenas para os sintomas. Por isso, algumas medidas profiláticas (veja acima) para evitar o contágio, que ocorre pelo contato, e a transmissão do vírus são essenciais.

Como tem sintomas muito similares aos da gripe e por ser pouco conhecido, muitas vezes os bebês não recebem o tratamento adequado.

Os pais e responsáveis precisam ficar atentos aos sinais do corpo do bebê. Se apresentar cansaço excessivo, chiado no peito e falta de ar, é a hora de levar a uma Unidade de Pronto Atendimento. O mesmo vale para quando o bebê não estiver conseguindo se alimentar direito.

Prevenção:

- Entre as medidas preventivas incluem-se lavar as mãos frequentemente e sempre antes de tocar no bebê (o vírus permance vivo nas mãos por mais de uma hora)

- Evitar aglomerações; higienizar sempre os objetos do bebê (em superfícies não porosas, o VSR pode sobreviver por mais de 24 horas) 

- Evitar o contato do bebê com crianças mais velhas e adultos com sintomas de resfriados ou gripes e também evitar contato com fumantes e ambientes poluídos

- Manter a casa arejada e as superfícies de objetos limpas

Sintomas e tratamentos:

- Pode começar como um resfriado, com coriza, febre baixa e tosse

- A doença é autolimitada e, por isso, sintomas melhoram sozinhos, em média, em uma semana

- Como é viral, o tratamento é de suporte, para os sintomas. Então, é preciso muita hidratação, remédia para febra, em alguns casos, nebulização

- Se essas medidas não adiantarem e os sintomas se intensificarem, é necessário buscar atendimento.