Tomografias triplicam chances de desenvolver câncer na infância


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Unimed Bragança Paulista

Um estudo realizado por especialistas da Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha, revelou que crianças submetidas a repetidos exames de tomografia computadorizada têm três vezes mais chances de desenvolver câncer no cérebro ou leucemia.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram mais de 180 mil fichas médicas do Serviço de Saúde Britânico (NHS, na sigla em inglês) de pacientes com menos de 21 anos que fizeram o exame entre 1985 e 2002, além de incidências da doença até 2009.

Os estudos apontaram que a cada 10 mil tomografias computadorizadas realizadas na região da cabeça em crianças com menos de dez anos de idade, um novo caso de leucemia e outro de câncer cerebral eram detectados.

Segundo o líder do estudo, o epidemiologista da Universidade de Newcastle, Mark Pearce, os dados representam um “aumento significativo no risco de leucemia e tumores cerebrais em pessoas que fizeram tomografias computadorizadas na infância e adolescência”.

Indicação

Apesar do risco, os especialistas ressaltam que os benefícios do exame continuam sendo maiores. “Há um risco muito maior em não fazer uma tomografia quando for solicitada”, diz Alan Craft, outro autor da pesquisa.

O exame, geralmente sugerido para investigar lesões internas, consiste na exposição do corpo a uma sucessão de raios X, que produzem imagens detalhadas dos órgãos internos e outras partes do corpo.

Já que não é possível banir seu uso, os especialistas indicam limitar ao máximo o número de repetições do exame em pacientes jovens. Eles também lembraram que as doses de radiação impostas pelo exame foram reduzidas ao longo dos últimos anos, mas ainda é necessário reduzi-las ainda mais.

Com informações da BBC Brasil.
 

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