Transformação Digital

Brasileiros se preocupam cada vez mais com a segurança digital

Lei de proteção de dados foi sancionada em agosto e já gera um pouco mais de tranquilidade ao usuário

Especial de Conteúdo
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Em tempos de avanços da internet, um dos assuntos que vêm ganhando mais repercussão é a segurança digital - a proteção da identidade do usuário na web. Nem mesmo a Lei 13.709, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em agosto passado pelo presidente Michel Temer, gerou mais tranquilidade entre os usuários da rede. A nova legislação, cujo objetivo é proteger os dados pessoais e a privacidade dos brasileiros na internet, passou oito anos em debate até ser aprovada no Senado, e só entrará em vigor no primeiro semestre de 2020.
 
Com a grande quantidade de informação, diversão e entretenimento proporcionada pela internet, muitos usuários acabam se descuidando da segurança no meio online. Porém, há reais perigos dentro da web, desde o furto de dados bancários até a contaminação do computador com o intuito de derrubar um site, por exemplo. Em geral, são usadas ferramentas de proteção às ameaças digitais, como softwares antivírus, serviços biométricos ou mesmo dispositivos pessoais de segurança, como um token USB ou o chip seguro em seu cartão de pagamento pessoal.

O que está em jogo, com a nova legislação, é a proteção mais eficiente dos dados pessoais dos usuários, ou seja, das informações que permitem a identificação de uma pessoa. A lei regula a forma como empresas dos setores público e privado devem tratar os dados pessoais que são coletados dos cidadãos. Quando entrar em vigor, permitirá ao usuário conhecer a forma como essas informações são tratadas.

Será possível, por exemplo, saber como e por que as empresas coletam dados, como armazenam, com quem compartilham e por quanto tempo eles ficam guardados. A lei permite, ainda, a revogação, portabilidade e retificação de dados. Essas informações deverão ser fornecidas de maneira simples, clara e inteligível.

Pouca confiança
Ao que parece, porém, as novas regras não são suficientes. O Unisys Security Index 2018 – estudo sobre as preocupações de usuários de todo o mundo quanto à segurança cibernética – mostra que o brasileiro ainda não sente confortável em relação a proteção de seus dados garantida pela nova lei. A pesquisa indica que 58% dos brasileiros não confiam na LGPD. Segundo o Unisys, em torno de 75% dos entrevistados brasileiros afirmaram que continuavam preocupados com a segurança digital e os ataques cibercriminosos mesmo com a nova lei.

O levantamento aponta, ainda, que a grande maioria dos brasileiros apoia a adoção de um documento único de identificação com um ou mais sinais cibernéticos (73%) e que 53% dos entrevistados querem que a tecnologia seja usada para conferir rapidez e eficiência nas áreas de Segurança Pública.

Quanto às maiores preocupações dos entrevistados em relação ao meio digital, os tópicos mais citados foram as transações financeiras online (64%), a segurança nacional (51%) e a capacidade de cumprir encargos financeiros (50%).

Perigos online
O vírus é considerado por muitos usuários como um dos principais vilões do meio online. Eles causam danos aos internautas de diversas maneiras, como furto de informações, espionagem ou destruição do equipamento. O uso de um bom antivírus é uma forma de se proteger da ameaça, que pode aparecer em formato de malwares, trojans, adwares, dentre outros.

Outro grande medo dos internautas tem a ver com o phishing, ou seja, uma 'pesca' de dados pessoais ou bancários do usuário. Os hackers podem usar essas informações para abrir cadastros, realizar transações bancárias ou criar contas falsas em redes sociais. Também há os aplicativos falsos para interceptar dados que foram enviados digitalmente e obter senhas, números de cartões de crédito e outros dados pessoais.

Para evitar correr riscos, é sempre importante ficar atento aos comentários de usuários antes de baixar um aplicativo, observar quais as permissões de acesso solicitadas, trocar senhas de acesso periodicamente e evitar compartilhar informações pessoais como senhas, informações bancárias e número do cartão de crédito em links duvidosos de e-mail ou sites que não possuam certificado de segurança.