Transformação Digital

Ficção científica? Internet das Coisas tem permitido avanços em nosso dia a dia

IoT é uma extensão da internet atual, proporcionando que objetos do dia a dia sejam conectados à Internet

Especial de Conteúdo

Em tempos de avanços tecnológicos e redes velozes, não há mais espaço para sonhar com a tecnologia do futuro. Ela está acontecendo bem a nossa frente. Inteligência artificial, carros autônomos e redes 5G são apenas alguns dos exemplos das transformações tecnológicas que estamos vivendo e que podem fazer parte do nosso dia a dia mais rápido do que imaginamos.

Todos esses avanços – e os seus efeitos em nosso cotidiano – são possíveis graças a Internet das Coisas (IoT). Como o próprio nome sugere, ela é uma extensão da internet atual, proporcionando que objetos do dia a dia sejam conectados à Internet, desde que possuam uma capacidade computacional ou de comunicação. Algumas das ações que são possíveis graças a essa extensão da internet são controlar remotamente objetos e a possibilidade de os objetos do cotidiano serem acessados como provedores de serviços. 

“A Internet das Coisas é essa possibilidade de criar objetos que gerem um maior valor agregado ao usuário, possibilitando uma conexão a uma rede de onde conseguimos extrair mais informações”, explica o especialista em tecnologia e telecomunicações e CEO da Kanamobi, Cristiano Kanashiro. De maneira simplificada: a IoT é uma expansão da conectividade.

Tecnologia e bem-estar
Esse avanço da conectividade pode e deve ser usada de maneira a nos ajudar a criar hábitos mais saudáveis, além de facilitar pequenas coisas em nosso dia a dia. “Vamos imaginar uma geladeira em sua casa. Ela é inteligente e consegue avaliar os produtos que você coloca dentro dela e pode mandar um pedido ou uma ordem de compra ao supermercado quando perceber que determinados produtos estão em falta. Isso será possível graças a Internet das Coisas”, afirma Kanashiro.

A empresa de Kanashiro, inclusive, ajudou a desenvolver um adesivo inteligente, que consegue medir a sua temperatura de uma criança em um intervalo de 3 horas e pode ser usado quando ela está com febre, por exemplo. Quando a temperatura dela fica superior a 38ºC, o adesivo manda um aviso ao seu celular do responsável pela criança via bluetooth, que pode administrar o medicamento para controlar a febre. Isso é a IoT já sendo inserida em nosso cotidiano.

E esse não é o único exemplo da inserção da IoT em nosso dia a dia. Muitas casas já estão equipadas com speakers inteligentes com assistentes de voz. Esses dispositivos, como o Amazon Echo e o Google Home, possuem acesso ao seu e-mail e outras informações do usuário. Assim, eles ajudam a lembra-lo de compromissos que estejam marcados na agenda ou até mesmo ler mensagens importantes.

O Apple CarPlay também é um sistema que já está integrado ao conceito de IoT. O dispositivo está disponível para alguns modelos de carro e permitem que você use o seu iPhone conectado diretamente no sistema do veículo. Você pode controlar o sistema de duas maneiras: através dos botões do automóvel ou no painel ou por meio da assistente virtual Siri. Com esse sistema, você pode enviar mensagens, fazer e receber ligações e tocar músicas, por exemplo.

O futuro é agora
Muito tem se falado sobre a conexão 5G, que vem sendo uma promessa de proporcionar uma conexão inteligente e sem interrupções. Essa conexão se dará por ondas de rádio, o que vai permitir uma grande velocidade de dados, até 10x mais rápida do que a conexão 4G.

Carros autônomos prometem excluir a necessidade de um motorista

A partir dessa tecnologia, será possível uma maior velocidade na troca de dados e a velocidade dos apps na nuvem será tão grande, que o usuário sequer vai perceber a diferença entre um programa local ou um programa instalado na nuvem. Enquanto ela já vem sendo implementada em alguns países lá fora, os brasileiros só devem começar a usufruir dela a partir de 2020. 

Outro avanço que vem sendo permitido graças a IoT é a tecnologia do carro autônomo. Com um carro autônomo, por exemplo, você vai poder entrar num carro e ele te levar até o seu destino sem você precisar dirigir. Pode parecer algo ainda distante, mas essa tecnologia já vem se consolidando e sendo testada fora do Brasil.

“Nos Estados Unidos, já há várias operações grande de logística em andamento. Lá, já há entrega de pizza realizada por um carro autônomo, em que o cliente desbloqueia a porta com o número do seu celular, pega a pizza e depois o veículo vai embora”, diz Kanashiro. Para o especialista, porém, essas tecnologias podem demorar ainda de chegar ao Brasil, devido às limitações de infraestrutura. “O Brasil tem ainda alguns passos a caminhar em relação a infraestrutura antes dessas tecnologias chegarem aqui”, finaliza. 

Inteligência artificial e realidade aumentada
Graças a Internet das Coisas, um campo que tem sido bastante pautado também é a realidade aumentada, que permite a interação de um ambiente físico com um ambiente virtual. Enquanto alguns segmentos já estão se preparando para receber essa tecnologia, há ainda um grande problema na implementação dela.

O setor do varejo mesmo já começa a implementar, permitindo ao cliente uma nova experiência de interação com uma nova coleção e ofertas. “Na medicina, um de seus potenciais é que um médico realize uma cirurgia estando em um país completamente diferente do seu paciente. O médico faz a cirurgia de modo virtual e um robô realizaria aquelas ações no paciente. Mas é algo que ainda não está em atividade, pois necessita de uma solução que seja confiável”, esclarece o especialista em tecnologia.

Muita gente tem confundido o machine learning com a inteligência artificial. O machine learning seria a prática de utilizar-se de algoritmos para coletar e aprender com dados e, por consequência, determinar ou predizer alguma coisa. O conceito de inteligência artificial vai além disso: é a maneira como tratamos os dados e informações de forma bem aplicada. Um exemplo é o chatbot, em que o usuário conversa com um programa de computador ao invés de um atendente humano.

Outro exemplo de aplicação da inteligência artificial atualmente é através do reconhecimento de imagens e leitura de dados a partir dela. “A partir de uma foto, você pode avaliar o perfil da pessoa e, com base nessas informações, cruzar dados para dizer o tipo de roupas ou produtos que pessoas com aquele perfil costumam consumir”, explica Kanashiro.